Holanda proíbe entrada de ministros extremistas de Israel

Holanda proíbe entrada de ministros extremistas de Israel

A crise em Gaza atingiu um patamar inédito em março deste ano, quando Israel suspendeu completamente o envio de comida após romper um cessar-fogo

A Holanda proibiu a entrada de dois ministros extremistas de Tel Aviv: o titular da pasta das Finanças, Bezalel Smotrich, e o da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.  Os dois foram declarados autoridades indesejadas no país europeu.

“O gabinete decidiu declarar os ministros israelenses Smotrich e Ben-Gvir pessoas non gratas, comprometendo-se a registrá-los como estrangeiros indesejáveis no sistema europeu de segurança”, disse o chanceler holandês, Caspar Veldkamp, em carta que aborda a crise humanitária no território palestino.

Os dois ministros “incitaram repetidamente a violência de colonos contra palestinos, promoveram a expansão ilegal de assentamentos e pediram a limpeza étnica em Gaza”, acrescentou Veldkamp numa carta enviada ao Parlamento.

Em junho, a Holanda apoiou a iniciativa da Suécia no Conselho de Assuntos Exteriores da União Europeia para sancionar os ministros israelenses de extrema direita, mas a proposta não obteve unanimidade.

Além da Holanda, a Eslovênia já havia declarado os ministros como autoridades indesejadas em 17 de julho, tornando-se o primeiro país da União Europeia a adotar a medida. A decisão, que proíbe a entrada dos dois políticos no território esloveno, foi anunciada pela ministra das Relações Exteriores, Tanja Fajon. “Estamos enviando uma mensagem clara ao governo israelense de que o massacre de civis inocentes deve acabar”, afirmou ela na ocasião.

A crise em Gaza atingiu um patamar inédito em março deste ano, quando Israel suspendeu completamente o envio de comida após romper um cessar-fogo. O bloqueio total durou 11 semanas e, segundo as organizações, esvaziou estoques e fez a fome atingir níveis sem precedentes.

Ben-Gvir é defensor do bloqueio total da ajuda, a conquista integral da Faixa de Gaza e o incentivo à saída da população palestina local.

Além dele, Bezalel Smotrich já havia causado controvérsia ao defender a conquista do território e a redução da população palestina.

Notícias ao Minuto

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