Crime: Israel ataca Flotilha com canhões com jatos de esgoto e prende 443 ativistas em águas internacionais

Crime: Israel ataca Flotilha com canhões com jatos de esgoto e prende 443 ativistas em águas internacionais

17 brasileiros estão entre os sequestrados, entre eles a deputada federal Luizianne Lins

A Flotilha Global Sumud denunciou que forças navais de Israel interceptaram ilegalmente embarcações em águas internacionais e detiveram mais de 443 voluntários de 47 países que participavam da missão rumo a Gaza.

Segundo a organização, os integrantes foram atacados com canhões de água pulverizados com esgoto e produtos químicos e tiveram suas comunicações bloqueadas antes de serem levados para o navio militar MSC Joahannesburg.

Os advogados da Adalah, que representam os voluntários perante as autoridades israelenses dizem que as informações fornecidas até o momento são mínimas. Eles afirmam não saber se os detidos serão levados a Ashdod, onde podem ser processados sob detenção considerada ilegal.

“Este é um sequestro ilegal, em violação direta ao direito internacional e aos direitos humanos básicos. Interceptar embarcações humanitárias em águas internacionais é um crime de guerra; negar acesso a advogados e ocultar o paradeiro dos detidos agrava esse crime”, disse a organização.

 O desaparecimento de embarcações da Global Sumud Flotilla causa crescente preocupação entre familiares e organizações de direitos humanos. A frota humanitária, formada por dezenas de navios com bandeiras de diferentes países europeus, levava suprimentos e voluntários com destino a Gaza quando foi interceptada em águas internacionais por forças navais israelenses na quarta-feira (1). Leia Mais

Embarcações interceptadas

Entre os navios confirmados como ilegalmente interceptados estão: Free Willy (Polônia), Captain Nikos (Polônia), Florida (Polônia), All In (França), Mohammad Bhar (Holanda), Jeannot (Espanha), Morgana (Itália), Grande Blu (Polônia), Deir Yassine (Argélia), Aurora (Itália), Yulara (Espanha), Alma (Reino Unido), Sirius (Reino Unido), entre outros.

O navio Mikeno, de bandeira francesa, pode ter entrado em águas territoriais palestinas, mas permanece sem contato. Já o Marinette, de bandeira polonesa, segue conectado via Starlink e mantém comunicação, com seis passageiros a bordo.

No barco Míkeno, viaja João Aguiar, integrante do Núcleo Palestina do PT e coordenador da delegação brasileira da flotilha.

Embarcações que perderam contato

Outras embarcações perderam contato e são presumidas como também interceptadas, como: MiaMia (Itália), Vangelis (Polônia), Wahoo (Polônia), Inana (Reino Unido), Maria (Itália), Adagio (Espanha), Amsterdam (Holanda), Ohwayla (Reino Unido), Selvaggia (Itália), Catalina (Alemanha) e Estrella (Espanha).

 

Veja também

Como a extrema direita lucra com a radicalização política

Como a extrema direita lucra com a radicalização política

Quando o conflito permanente se torna uma máquina de dinheiro, a radicalização política vira um …