Todos os tripulantes estão sob custódia israelense
Militares israelenses abordaram primeiros navios da Flotilha Global Sumud rumo à Gaza e detiveram os tripulantes, nesta quarta-feira (1) e cortaram a comunicação dos tripulantes da Flotilha com o mundo.
Quase 500 participantes de 46 países integram a flotilha para romper o bloqueio genocida de Israel contra Gaza. Entre eles 17 brasileiros, como o ativista Thiago Ávila, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (PSOL-Campinas), a dirigente Gabrielle Tolotti (PSOL-RS), e o militante Nicolas Calabrese.
Thiago e a ativista sueca Greta Thunberg que também integra esta missão humanitária já haviam sido detidos em junho deste ano pelos militares israelenses quando tentaram furar o bloqueio de Israel e levar comida, água, medicamentos e próteses para crianças palestinas que tiveram membros amputados pelos bombardeios israelenses. O governo de Israel ameaçou tratar os dois como terroristas caso reincidissem. A situação é tensa.
A expedição internacional Global Sumud Flotilla (GSF), já vinha sendo alvo de sucessivos ataques desde o início de setembro.
Horas antes da abordagem, forças militares israelenses divulgaram um vídeo no qual a Marinha alerta que as embarcações se aproximavam de uma zona bloqueada.
A integrante da flotilha Yasemin Acar afirmou ao canal PressTV, pouco antes da interceptação, que os ativistas a bordo têm certeza de que Israel bloqueará suas comunicações em breve, acrescentando que qualquer ataque israelense contra as embarcações configura crime de guerra.
De acordo com o jornal Yeni Safak, diversos drones israelenses foram vistos sobrevoando os barcos civis. E um vídeo foi gravado horas antes os integrantes da flotilha alertando para o risco.
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