O Gerald Ford é capaz de transportar 72 aeronaves militares
A incorporação do USS Gerald Ford, um navio de propulsão nuclear capaz de transportar mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças F-18 Super Hornet e aviões de alerta antecipado E-2 Hawkeye, provocou críticas de diversos governos latino-americanos. Para eles, a ação representa uma ameaça direta à soberania da região, declarada zona de paz há uma década pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Apesar de o Pentágono afirmar que o objetivo da operação é o combate ao narcotráfico, denúncias de bombardeios contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico levantaram questionamentos sobre a verdadeira natureza da missão. Relatórios apontam dezenas de vítimas fatais em ações militares recentes.
A operação, que cobre Centroamérica, América do Sul e o Caribe, também inclui o deslocamento de navios de guerra, um submarino, aviões de combate e tropas norte-americanas, principalmente em áreas próximas às costas da Venezuela.
A escalada militar ocorre paralelamente a uma campanha política e econômica de Washington contra o governo venezuelano. Além da presença militar, os Estados Unidos ofereceram recompensas em dinheiro por informações que levem à captura do presidente Nicolás Maduro, a quem acusam, sem apresentar provas, de liderar um suposto cartel do narcotráfico.
Governos e analistas da região avaliam que o endurecimento da política de Trump faz parte de uma estratégia de desestabilização e de controle geopolítico sobre a América Latina e o Caribe, especialmente em um momento de crescente cooperação entre países do Sul Global.
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