Cerca de 70 mortos, 4 mil desalojados e mais de 30 desaparecidos: este é o saldo da tragédia em Minas Gerais até o momento
A gestão do governador Romeu Zema (Novo) aplicou menos de 5% do que programou para investir por ano em obras de contenção de encostas no estado de Minas Gerais de 2021 a 2024, último exercício para o qual há um relatório completo.
Os dados de 2025 estão disponíveis de janeiro a abril e também são baixos. Dos R$ 57 milhões previstos para o ano, R$ 150 mil haviam sido empregados. Os números estão na Lei Orçamentária do estado e em relatórios de monitoramento do Plano Plurianual, norma que estabelece prioridades da administração pública a curto e médio prazo.
São 12 projetos de contenção de encostas a serem implementados em 18 municípios mineiros. Nenhum deles é novidade. As obras foram aprovadas no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) de 2012, há 13 anos, e caminham desde então a passos lentos.
Todas são financiadas a fundo perdido pelo governo federal -isto é, os recursos não precisam ser devolvidos à União.
Cinco das propostas são para a região intermediária de Juiz de Fora, município que na terça-feira (24) decretou estado de calamidade pública após deslizamentos e desmoronamentos causados por ocasião de um temporal. O último balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros apontava para 62 pessoas mortas até a manhã desta sexta-feira (27).
O restante das propostas é direcionado às regiões de Belo Horizonte e de Ipatinga, no vale do Rio Doce.
Entre as cidades mais afetadas estão Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição; estado de calamidade pública e plano de contingência foram instaurados nos munícipios
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