Prefeito que se casou com jovem de 16 anos já foi preso três vezes

Prefeito que se casou com jovem de 16 anos já foi preso três vezes

Hissam Hussein Dehaini foi detido por suspeitas de ligação com o tráfico de drogas e fraude em licitação

Hissam Hussei Dehaini, eleito pelo Cidadania e atualmente sem partido, é o  prefeito de Araucária (PR) que casou-se com adolescente de 16 anos ex-miss Teen da cidade. Apuração do Estado de Minas mostra que ele  já foi preso três vezes. Duas detenções foram durante CPI do Narcotráfico e uma em operação da Polícia Federal que investigava esquema de fraude em licitações públicas.

O prefeito se casou em 12 de abril e, no dia seguinte, nomeou a sogra, Marilene Rode, como secretária de Cultura do município.  A Constituição proíbe que agentes públicos usem os cargos para favorecer familiares.

CPI do Narcotráfico

Hissam foi ouvido e denunciado pela CPI- Comissão Parlamentar de Inquérito do Narcotráfico em novembro de 2000, sob acusação de envolvimento com o tráfico de drogas na Região Metropolitana de Curitiba. Denunciado por tráfico, proteção a traficantes e pagar à polícia por proteção, se declarou inocente no depoimento.

O empresário foi acusado de ter uma chácara com pista de pouso para helicópteros e um laboratório para o refinamento de cocaína, segundo um dos depoentes da CPI. Hissam negou a acusação e disse que no local só funcionava um hangar, propriedade que dividia com 18 pilotos de Curitiba.

Em março de 2000, foi preso pela Polícia Federal por 60 dias, a pedido da CPI nacional. Em outubro daquele ano, voltou a ser detido na fase paranaense da comissão. Foi solto pouco mais de três meses depois.

A Justiça inocentou Hissam das acusações referentes à CPI em 2010, por entender que não haviam evidências que comprovassem o crime.

Operação Metástase

Em outubro de 2007, Hissam voltou a ser preso, dessa vez pela Operação Metástase da Polícia Federal, que desarticulou esquema para fraudar licitações da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Roraima.

Segundo a PF, o prejuízo estimado do grupo aos cofres públicos era de R$34 milhões. A investigação revelou que as fraudes ocorriam nas licitações de serviços de transporte em helicópteros, contratação de obras de engenharia e aquisição de medicamentos.

Em março de 2020, Hissam foi condenado em primeira instância a 4 anos e 2 meses de prisão por fraude em licitação, corrupção ativa e associação criminosa. O prefeito recorre da sentença em segunda instância.

 

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