Um dos principais nomes da resistência ao texto foi o deputado Mauricio Marcon (PL-RS), que tentou travar a tramitação da proposta na comissão especial ao apresentar um pedido de vista durante a análise da PEC.
A votação também mostrou uma forte concentração regional dos votos contrários. Santa Catarina foi o estado que mais reuniu deputados contra o fim da escala 6×1, com nove parlamentares votando contra a proposta.
Ao todo, nove deputados catarinenses votaram contra o texto aprovado pela Câmara.
O que muda com a PEC
A proposta aprovada pela Câmara estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada máxima semanal para 40 horas, sem redução salarial.
O texto agora segue para análise do Senado Federal.
Lista completa dos deputados que votaram contra; observe de que partido são
Adriana Ventura (Novo-SP)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Chiodini (MDB-SC)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Fabio Schiochet (União-SC)
Fausto Pinato (União-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Kim Kataguiri (União-SP)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
Pezenti (MDB-SC)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Rosangela Moro (PL-SP)
Sérgio Turra (PP-RS)
Zé Trovão (PL-SC)
Bibo Nunes defendeu jornada de 60 horas
Um dos votos contrários mais contundentes veio do deputado Bibo Nunes (PL-RS). Na véspera da votação, o parlamentar defendeu uma jornada semanal de 60 horas e usou Elon Musk como referência para atacar a redução da carga de trabalho.
“O homem mais rico do mundo… Elon Musk, disse: ‘Quem trabalha menos que 60 horas por semana jamais terá prosperidade além do normal’. Vocês querem ser normais? Ganhar pouco?”, afirmou o deputado.
A declaração gerou críticas nas redes sociais e reforçou o contraste entre a PEC aprovada pela Câmara e o discurso de parte da bancada bolsonarista sobre relações de trabalho.
Kim chamou PEC de “mentira” e “populismo”
Outro voto contrário foi o de Kim Kataguiri (União-SP). Em discurso no plenário, o deputado afirmou que a PEC não acabaria, na prática, com a escala 6×1 e acusou parlamentares de “enganar o trabalhador”.
“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo que, com a aprovação dessa PEC, vai acabar a escala 6×1”, afirmou.
Kim classificou a proposta como “populista” e disse que o trabalhador continuará enfrentando a mesma rotina de trabalho após a entrada em vigor da medida.
“Hoje podem me xingar, hoje podem fazer eu perder a eleição. Mas, quando passar um ano e o trabalhador perceber que está trabalhando os mesmos seis dias, eu vou fazer questão de lembrar que fui um dos poucos a falar a verdade no plenário”, declarou.
O deputado também criticou a estratégia do PL de apresentar propostas alternativas de escala 4×3 e afirmou que isso seria “responder populismo com mais populismo”. Com informações do ICL
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