O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto, foi lançado oficialmente nesta segunda-feira (11) como alternativa à poupança, aos CDBs e às caixinhas digitais dos bancos. A aplicação mínima é de R$ 1, com rendimento atrelado à Selic, atualmente em 14,50% ao ano. Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi criado para formação de reserva financeira, com foco em simplicidade e previsibilidade para investidores iniciantes ou conservadores.
O novo investimento tem vencimento de três anos, mas permite resgate a qualquer momento, todos os dias da semana e em qualquer horário, inclusive com possibilidade de transferência via PIX. A principal diferença em relação ao Tesouro Selic é a ausência da complexidade da marcação a mercado, mecanismo que atualiza diariamente o preço dos títulos e pode afetar o valor recebido em resgates antecipados. “Isso aproxima o Tesouro Direto da experiência que hoje o investidor já encontra nas fintechs [bancos e plataformas digitais]”, avalia Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva está disponível para clientes do Banco do Brasil, que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional. A oferta em outras instituições financeiras dependerá da adesão de cada banco. Especialistas afirmam que o produto pode disputar espaço com CDBs, LCIs, LCAs, poupança e caixinhas digitais, mas ainda há dúvidas sobre custos e rentabilidade exata. “O desafio será competir com o retorno de CDBs, LCIs e LCAs, que muitas vezes são mais atrativos e não têm taxas”, diz Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos. As informações são do DCM
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