Central Trabalhista Boliviana (COB) exige um aumento de 20% do salário mínimo, a revogação de uma reforma tributária para pequenos comerciantes, aumentos nas pensões, a redução dos salários de altos funcionários e outras demandas
O principal sindicato de trabalhadores da Bolívia declarou, nesta sexta-feira (1º), uma “greve geral por tempo indeterminado”, após considerar que o governo do centro-direitista Rodrigo Paz não atendeu às suas reivindicações em meio a uma profunda crise econômica.
Com faixas e capacetes, sob um sol intenso a 4.000 metros de altitude, diversos setores convocados pela COB se reuniram nesta sexta-feira na cidade de El Alto em uma assembleia ao ar livre.
“A partir de hoje, declara-se a greve geral por tempo indeterminado, com mobilização, até que o governo compreenda as demandas do povo. E se não cumprir, que vá para casa!”, disse o secretário-geral da COB, Mario Argollo.
“A luta é dura, mas venceremos!”, entoavam mais de mil trabalhadores em frente ao palanque.
A COB também rejeitou o eventual fechamento de empresas públicas e pediu para limitar a exportação de alimentos para garantir o abastecimento interno, estabilizar a taxa de câmbio e revogar uma lei que altera o regime de pequenas propriedades agrícolas.
O presidente Paz criticou duramente as lideranças trabalhistas pelo pedido de aumento salarial, pois seu governo elevou o salário mínimo em 20% em janeiro. “Se quer aumentar salário, primeiro gere empregos”, afirmou o governante em um ato em Cochabamba.
Ao longo da semana, outros setores também se manifestaram, como transportadores, professores, mineiros, médicos e indígenas, um contexto que coloca o governo de Paz contra a parede. Com informações da France-Presse
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