Os vereadores bolsonaristas do União Brasil Adrilles Jorge e Rubinho Nunes, um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), invadiram um protesto de estudantes de universidades públicas de São Paulo nesta segunda (11), no centro da capital, e causaram briga. Alunos da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) estavam em frente ao prédio onde ocorreria uma reunião dos reitores das instituições.
A polícia interviu e utilizou gás de pimenta para dispersar os manifestantes. Como resultado, a reunião do Conselho de Reitores (Cruesp) foi cancelada. Após a intervenção, os estudantes começaram a marchar rumo à Avenida São Luís.
Vídeo divulgado pelo site Poder360 mostra Adrilles e o influenciador Robson Fuinha discutindo com os manifestantes antes da confusão. “Eu que pago a universidade de vocês”, disse o vereador após gritos de “vai trabalhar” dos estudantes.
Em outro vídeo, é possível ver o influenciador sendo atingido por algo líquido e partindo para cima dos manifestantes. Em outro momento, Rubinho leva um empurrão e começa a chutar um estudante. Veja:
O protesto é parte do aumento da mobilização estudantil nas universidades paulistas, que começou na USP e se espalhou para Unicamp e Unesp, em uma greve por mais investimentos nas instituições de ensino.
Na USP, a greve dos estudantes começou em 14 de abril e teve apoio dos servidores, que também estavam em greve contra a gratificação mensal de R$ 4.500 destinada aos docentes, sem contrapartida para outras categorias.
Embora os servidores tenham encerrado sua paralisação após acordo com a reitoria, os alunos mantiveram suas mobilizações. A greve também se intensificou devido à falta de condições adequadas para a permanência estudantil.
O movimento dos alunos exige melhorias nas bolsas integrais do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe), que atualmente é de R$ 885, pedindo um aumento para cerca de R$ 1.804, o valor do salário mínimo paulista.
A reitoria das universidades propôs reajustar os auxílios pelo índice IPC-Fipe, com o auxílio integral subindo para R$ 912 e o auxílio parcial para R$ 340, o que ainda é abaixo das expectativas dos estudantes. O programa atende cerca de 17.587 estudantes de graduação e pós-graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que está investigando possíveis excessos durante as operações da Polícia Militar, como a que ocorreu no domingo (11), quando a PM retirou 150 alunos que ocupavam a reitoria da USP. A operação foi criticada por muitos, especialmente pela falta de aviso prévio à USP.
O orçamento de 2026 para a assistência estudantil, que inclui bolsas, moradia, alimentação e saúde, está previsto em R$ 461 milhões. No entanto, a crescente pressão dos estudantes sugere que ainda há um longo caminho a percorrer para atender às demandas de uma educação pública de qualidade no Estado. As informações são do DCM
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