A berinjela contém nicotina em quantidades naturais e muito pequenas, o que costuma surpreender por causa da associação da substância ao cigarro. Especialistas afirmam, porém, que essa presença não representa risco à saúde nem provoca efeitos no organismo nas condições normais de consumo do alimento.
A berinjela integra a família das solanáceas, grupo que também inclui tomate, batata e pimentão. Essas plantas produzem pequenas quantidades de nicotina como parte de seus mecanismos biológicos de defesa. Segundo a nutricionista Maria Clara Nogueira, da Clínica Oma, em Brasília, a concentração no alimento não tem relevância clínica. “Os efeitos de qualquer substância dependem da dose consumida. No caso da berinjela, a quantidade de nicotina é tão pequena que deve ser vista apenas como uma curiosidade científica e não como um fator de risco para a saúde”, explica.
Estudos estimam que a berinjela tenha cerca de 0,1 micrograma de nicotina por grama. Um cigarro, em comparação, fornece entre um e dois miligramas da substância ao organismo. Por isso, uma pessoa teria de consumir entre 10 e 20 quilos de berinjela para atingir uma quantidade semelhante à de um único cigarro.
A nicotina pode estimular receptores do sistema nervoso quando chega ao corpo em doses elevadas, como ocorre com produtos derivados do tabaco. Nas solanáceas, porém, as concentrações aparecem em níveis insignificantes. A nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, em Brasília, afirma que a presença natural da substância em vegetais tem documentação científica, mas não apresenta relevância toxicológica para a população. As informações são do DCM
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