Um estudo com células-tronco neurais humanas em laboratório indica que a dimetiltriptamina, conhecida como DMT, pode estimular a proliferação dessas células. A substância é o principal componente psicodélico da ayahuasca e já era estudada sobretudo por seus efeitos sobre percepção, tempo e identidade.
Os pesquisadores expuseram células neurais humanas à DMT por 24 horas e observaram aumento na multiplicação celular. O experimento também registrou alta em moléculas associadas à sobrevivência e adaptação das células neurais: o BDNF cresceu cerca de cinco vezes, enquanto o gene ligado ao NGF teve aumento de quase dez vezes.
Depois da exposição, as células formaram neuroesferas maiores e mais ativas metabolicamente, mesmo sem a presença da substância no meio. Os autores destacam, porém, que o resultado mostra apenas uma etapa inicial do processo: ainda não há prova de que essas células virem neurônios funcionais no cérebro humano vivo nem de que isso tenha efeito terapêutico direto. Com informações do DCM
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