Câncer em bebê de 11 dias é descoberto por sinal na unha

Câncer em bebê de 11 dias é descoberto por sinal na unha

Joey Sharp tinha apenas 11 dias de vida quando um pequeno ponto escuro sob a unha chamou a atenção dos médicos. Além desse sinal, o recém-nascido apresentava dificuldade para mamar, perda de peso e icterícia persistente, o que motivou uma avaliação mais profunda de seu estado de saúde.

Após a internação, a suspeita inicial era de infecção e o bebê começou a receber antibióticos por via intravenosa. No entanto, os espasmos não diminuíram, e a equipe médica decidiu ampliar os exames, incluindo ultrassom craniano. Os resultados levaram à realização de tomografia e ressonância magnética, que revelaram a presença de um tumor cerebral.

Diante da gravidade do quadro, os médicos determinaram que Joey precisaria passar por uma cirurgia de emergência. Sam Sharp, enfermeira e mãe do bebê, e Steven Sharp, pai de Joey, receberam a notícia de que, sem o procedimento imediato, as chances de sobrevivência seriam mínimas. Em poucas horas, o recém-nascido foi levado ao centro cirúrgico.

As amostras retiradas durante a operação confirmaram que o tumor era um glioblastoma, variante agressiva do câncer cerebral. Após a primeira cirurgia, Joey enfrentou um longo protocolo de tratamento, que incluiu outras duas intervenções para remoção de tecido tumoral e cicatricial, além de aproximadamente nove ciclos de quimioterapia.

Em determinados momentos, o menino chegava a ter mais de 30 crises epilépticas por dia e precisou utilizar sondas nasogástricas para se alimentar. Durante o tratamento, participou de estudos clínicos voltados a aperfeiçoar a quimioterapia em bebês, em busca de protocolos mais seguros e eficazes para pacientes da sua faixa etária.

Em agosto de 2021, as análises de imagem e exames laboratoriais indicaram que não havia mais sinais ativos da doença. A família recebeu a notícia durante a última sessão de quimioterapia, momento em que o médico responsável disse discretamente que os resultados eram positivos e que Joey havia vencido a etapa mais crítica.

Hoje, com 5 anos, Joey convive com sequelas do tratamento: apresenta paralisia cerebral parcial, limitações motoras no lado direito do corpo e faz uso de órtese na perna, além de cadeira de rodas para percursos maiores. Apesar das restrições físicas, ele é descrito pela mãe como uma criança feliz, determinada e apaixonada por natação. Recentemente, começou a frequentar a escola, um marco muito comemorado pela família.

Movida pela experiência, Sam está se preparando para participar da Maratona de Edimburgo, na Escócia, com o objetivo de arrecadar fundos para o Scottish Brain Tumour Research Centre of Excellence. A trajetória de Joey também é divulgada pela organização Brain Tumour Research, que utiliza o caso para reforçar a urgência de avanços em pesquisas sobre tumores cerebrais em crianças. As informações são do Jetss

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