Os deputados federais do Acre, Ulysses Araújo (União) e Roberto Duarte (Republicanos), votaram contra o imposto mínimo para grandes fortunas (acima de R$ 10 milhões) e para aplicações financeiras em offshores e fundos especiais de investimento.
O termo offshore aplica-se a empresas que têm suas contabilidades em país distinto de onde exerce sua atividade. As offshores são abertas geralmente em paraísos fiscais, onde a tributação é muito pequena ou não existe. As offshores são muito utilizadas para lavagem de dinheiro ilícito e por sonegadores de impostos para blindar seu patrimônio contra a legislação local.
Mesmo com o voto contrário dos dois deputados do Acre, a matéria foi aprovada e segue para o Senado.
Já a taxação das grandes fortunas, aquelas que passam de pai para filho, foi rejeitada por 262 votos a 136. De novo com o apoio de Ulysses e Duarte. Mas nesta votação contaram com o apoio da deputada Antônia Lúcia (Republicanos) e Eduardo Veloso (União).
A emenda previa a taxação de grandes fortunas, a partir de R$ 10 milhões. Um tributo anual, com alíquotas de 0,5% para bens entre R$ 10 milhões a R$ 40 milhões; de 1% acima de R$ 40 milhões até R$ 80 milhões; e de 1,5% apenas para as fortunas acima de R$ 80 milhões. No
Vale ressaltar que cada trabalhador tem descontos mensais de 27% em seus salários e que cada consumidor tem que pagar imposto de mais de 40% na conta de luz. Este é o percentual dos encargos e tributos embutidos na conta de energia elétrica.
Imagem- Folha do Acre
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