Um Lula mais forte poderia avançar em uma agenda de reindustrialização, fortalecimento do Estado, defesa de empresas públicas e ampliação de direitos sociais, e isso terá um preço para o projeto neoliberal.
Por isso, para mim, a questão central desta eleição não é apenas quem a Globo quer eleger. É quem ela não quer que Lula derrote no primeiro turno. Porque um segundo turno abre uma nova rodada de pressão sobre o candidato que chegar à frente, e uma eleição decidida no primeiro turno pode produzir outra correlação de forças.
A Globo quer Flávio Bolsonaro? Eu ainda tenho dúvidas. Mas tenho menos dúvidas sobre outra coisa: uma vitória de Lula no primeiro turno pode incomodar bastante o projeto neoliberal.
Confira a íntegra da edição do Fala, Rovai desta quarta (19)