O dinheiro do projeto passou pela GoUp rumo aos Estados Unidos, numa operação em que Eduardo Bolsonaro deu um jeito ao lado do deputado federal Mario Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro.
Mas se você tem se lembrado pouco desse caso, há uma razão: agora só se fala no Lulinha.
Quatro matérias contra um contrato que nunca existiu
O Globo desta quarta dedica nada menos que quatro matérias ao filho do presidente Lula. Uma delas “descobriu” que Roberta Luchsinger tinha uma casa alugada em Brasília, pagou aluguéis adiantados — e que, segundo o próprio dono do imóvel, a casa está sendo bem cuidada. E o escândalo? Ela não tem ido à casa.
Outra matéria trata de um contrato de canabidiol que poderia ter beneficiado Lulinha. Detalhe: o contrato não foi assinado. Nunca existiu.
Ou seja: o jornal mobiliza sua redação para investigar um negócio que não aconteceu, enquanto um contrato real, assinado e pago segue fora do radar.
O contrato que existe — e que ninguém investiga
A imprensa bateu na porta da casa da Roberta para saber por que ela não frequenta o imóvel. Mas alguém foi bater na porta da Karina? Ninguém. Estão procurando o Lulinha e a Roberta — não a dona do contrato milionário com dinheiro público.
A assimetria não é distração jornalística. É método. A campanha eleitoral começou, e com ela mais uma disputa em que a Globo escolhe um lado — e o lado da Globo é sempre o outro lado de onde está Lula.
O objetivo é claro: inviabilizar a vitória de Lula no primeiro turno. Para isso, é preciso fabricar desgaste onde não há escândalo e enterrar o escândalo onde há contrato assinado, dinheiro público e serviço que não funciona.
O que vem a seguir é previsível.