Ministra quer provas que desembargadores do Acre devolveram valores recebidos indevidamente

A corregedora nacional de justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura solicitou do ministro Gilmar Mendes (STF), o compartilhamento da sentença sobre a devolução dos valores recebidos indevidamente por desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre.

O pedido foi encaminhado no dia 29 de março.

A ministra também pediu uma cópia de eventual cumprimento de sentença decorrente daquele julgado em trâmite no próprio supremo ou sua delegação para outra instância no que se refere a determinação de devolução de valores e solicitou a instauração de uma Reclamação Disciplinar contra o desembargador Francisco Djalma que presidiu o Tribunal de Justiça do Acre até 04 de fevereiro de 2021, período em que foi aprovado na Assembleia Legislativa do Acre, a Lei que desobrigava a devolução dos valores  declaradamente indevidos.

Histórico

A gratificação de nível superior de 40% foi um projeto de autoria do Poder Judiciário do Acre datado de 1995, quando o Tribunal de Justiça era presidido pelo desembargador Jersey Pacheco e Orleir Cameli governava o estado.

O projeto foi sancionado pelo governo do estado.

A gratificação começou a ser paga aos magistrados pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) em 1996.

No ano seguinte,o então deputado Hildebrando Pascoal pediu a suspensão do benefício através de uma Ação Popular.

Em 1998, o STF suspendeu o pagamento por unanimidade.

Em 2017, o ministro Gilmar Mendes (STF), determinou que os juízes e desembargadores do Acre que receberam a gratificação ilegal, devolvessem aos cofres públicos, os valores com juros e correção monetária.

Em dezembro de 2020, a Assembleia Legislativa do Acre aprovou a Lei Complementar 381/2021 que desobriga os magistrados de devolverem os valores recebidos antes da decisão do ministro Gilmar.

A nova Lei foi publicada no Diário Oficial do Estado em 11 de janeiro de 2021, mas foi revogada pelo STF.

Em 29 de março de 2021, a ministra Maria Thereza solicitou ao ministro Gilmar Mendes a instrução de Reclamação Disciplinar. A ministra quer a comprovação da devolução dos valores recebidos indevidamente.

Veja também

STF prepara reação se TSE não punir IA de Bolsonaro

STF prepara reação se TSE não punir IA de Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizaram a interlocutores que podem agir caso a Justiça …