Gladson torna sem efeito a exoneração de funcionário da Secretaria de Educação que está sob investigação

Gladson torna sem efeito a exoneração de funcionário da Secretaria de Educação que está sob investigação

No Diário Oficial de 11 de junho, foi publicada a exoneração de José Rego do cargo de chefe do Departamento de Gestão de Redes da Secretaria Estadual de Educação.

Cinco dias depois (16 de junho), a Secretária Estadual de Educação Socorro Néri, publicou a instauração de um inquérito administrativo disciplinar para apurar a possível responsabilidade de Rego no sumiço de dois notebooks do departamento chefiado por ele.

Cinco dias depois de instaurado o inquérito (21 de junho), o governador Gladson Cameli (PP), publicou um novo decreto, tornando sem efeito a exoneração e retornando José Rego ao cargo de Chefe do Departamento de Redes da Secretaria de Educação.

Passou por cima da própria decisão e da Secretária de Educação para reintegrar o funcionário.

Esta não é a primeira vez que o governador age no sentido de beneficiar funcionários da Secretaria de Educação ligados à Tecnologia da Informação ( redes, computadores, notebooks). Em janeiro deste ano, um pedido direto da Casa Civil do governador foi oficiado ao prefeito Tião Bocalom (PP), solicitando a renovação da cessão de Javã de Sousa para a Secretaria de Educação. Veja Aqui

Javã foi preso na Operação Trojan que investiga a compra superfaturada de computadores com suspeita de pagamento antecipado. Ele é funcionário público do município mas está cedido para a Educação Estadual desde o início do governo Cameli.

Os indícios de irregularidades na Secretaria de Educação, levaram a um pedido de CPI. Em abril deste ano, o requerimento do deputado Daniel Zen (PT), foi protocolado com 9 assinaturas, Uma além do número mínimo exigido. O presidente do Legislativo, Nicolau Júnior procedeu a leitura, mas protelou a instalação da CPI por cerca de um mês. Nesse meio tempo, o governo conseguiu que dois deputados (Jonas Lima -PT e Fagner Calegário- Podemos), retirassem as assinaturas, o que evitou a CPI.

As suspeitas que iniciaram pela compra de computadores que foi investigada pela Polícia Civil na Operação Trojan, se estendeu a outras áreas como merenda escolar e compra de livros que saõ distribuídos gratuitamente pelo MEC. Leia Aqui

Os indícios de irregularidades foram tantos que os funcionários da Educação fizeram um abaixo-assinado pedindo a instalação da CPI. Leia Mais

Foto- Folha do Acre

 

 

 

 

 

 

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