
-Ö cara
Que ninguém se surpreenda se o cruzeirense Rômulo Grandidier vier a ser o vice de Gladson Cameli (PP) na disputa pela reeleição. Rumores a respeito disso percorrem os corredores da Secretaria da Fazenda e do Palácio. Quem tem ouvidos que ouça. Grandidier que deve assumir a chefia da Casa Civil nos próximos dias manteria informalmente o controle da Secretaria da Fazenda e com isso deteria o poder político e o econômico. Antigo conhecido dos Cameli, Grandidier goza de prestígio junto à família e teria o apoio total deles para ser o vice. A arrumação estaria sendo gestada há tempos, embora muito na surdina. Se essa possibilidade é uma surpresa para mim, imaginem para a família Bestene que estava contando em emplacar um Bestene no governo.
– Em favor
Em favor de Rômulo Grandidier está o fato de ser uma figura bem quista na Secretaria da Fazenda. Quase unanimidade. Entretanto sua mudança para a Casa Civil, mantendo as rédeas da Fazenda atenderia ao projeto de diminuição dos poderes do Planejamento. Articulações de bastidores. Coisas da política. Aguardemos.
-Orelhas quentes
As orelhas do senador Márcio Bittar devem estar quentes. A população de Rodrigues Alves não esquece que Bittar destinou uma emenda de R$ 126 milhões, dinheiro público, para a Santa Casa, um hospital particular, quando a ponte, fundamental para Rodrigues Alves, está orçada segundo o Dnit, em R$ 70 milhões. Rodrigues Alves tem cerca de 20 mil habitantes, mas a ponte também é importante para muitos moradores de Cruzeiro do Sul. Do Juruá vem a informação que ̈Marcio Bittar está prestes a se tornar persona non grata em Rodrigues Alves. Por lá dizem que ele parece desconhecer o fato do município estar no mapa do Acre. Toda opção tem um custo. E às vezes, quando a questão envolve dinheiro e política, o custo também pode ser financeiro e político.
-Casquinha
A combativa vereadora de Rodrigues Alves, Terezinha Fernandes (PCdoB), vem recebendo críticas de veículos de comunicação do Juruá, ligados ao governador Gladson Cameli (PP). Durante a interdição de mais de 30 horas da BR, para chamar a atenção sobre a promessa não cumprida de Cameli, sobre a construção da ponte, Terezinha foi acusada de “tentar tirar uma casquinha do governador”. Ledo engano. Terezinha não tira casquinha, descasca mesmo. Ela mostrou por A+B que o governador nunca teve a intenção de cumprir a promessa feita à população de Rodrigues Alves pois não enviou no orçamento para 2022, o último ano de seu mandato, um real sequer para a construção da ponte. O governador pode até apelar para amnésia, mas a população não sofre dessa sequela da covid.
-De volta para o passado
Quando o PT estava no poder os partidos de oposição criticavam a política de proteção ao extrativismo. Gladson Cameli se elegeu com a promessa diferente do “catar coquinhos”, como acusavam. No entanto, foi para a Europa oferecer artesanato indigena como meio de fortalecer a economia do Acre. Aí algum gaiato já pode até suspeitar que a ideia pode ser para beneficiar povos indígenas do Amazonas. Mas o governador do Acre também quer, segundo o site oficial do governo, fortalecer o turismo de experiência. Já antevejo a economia do Acre bombando com banquinhas de artesanato nas calçadas da Europa e uma onda de mochileiros lotando bares, restaurantes e hotéis de Rio Branco.
– Sem transporte
Aviso fixado em Xapuri, alerta alunos, pais ou responsáveis que a travessia gratuita de estudantes através de catraias está suspensa por tempo indeterminado. Da prefeitura da cidade vem a informação que o serviço é de competência da Secretaria Estadual de Educação. Recentemente um escândalo envolvendo o transporte fluvial de alunos veio a público, mas a solução pelo jeito não. Uma empresa cruzeirense venceu mas não levou. Em julho deste ano o Secretário de Licitações enviou um documento à Secretaria de Educação solicitando a anulação da licitação. Segundo os funcionários da Selic, uma outra empresa para a qual a esposa do Secretário advoga, havia participado do certame e foi esta que acabou contratada com dispensa de licitação. Ou seja, anularam uma licitação para contratar sem licitação. A empresa contratada é de Manaus. Só para registrar.
-Soltou o verbo
A deputada Mara Rocha, pré-candidata majoritária pelo PL, soltou o verbo em entrevista no videocast “Cartas na Mesa”, nesta segunda-feira. A entrevista lembrou a muitos os bons tempos de Naluh Gouveia na política. O então marido de Naluh, Jair Santos, a deixava com muita raiva para que ela soltasse as críticas com maior ênfase. A bombástica entrevista de Mara Rocha está disponível no site e no canal do acreinfoco no YouTube.
– Senador Vitalício
Por mais bizarra que seja a ideia do cargo de Senador Vitalício para ex-presidentes, não é cópia do ditador do Chile, general Augusto Pinochet. Itália e Paraguai tem essa figura. Na Itália o cargo não é necessariamente ocupado somente por ex-presidentes, já no Paraguai é um direito dos ex-presidentes. Em comum, os senadores vitalícios da América do Sul e da Europa têm a imunidade parlamentar e o direito de usar a tribuna, mas não votam.
Bom dia governador Gladson Cameli, vossa excelência acha de bom tom manter sua prima que alterou as escalas de plantão do Into para se beneficiar de 15 plantões por mês, em cargo na Sesacre? Então tá…
Esta é uma coluna de opinião.
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– edmar- exclusivo
De acordo com a Constituição do Paraguai, ex-presidentes viram senadores vitalícios ao deixarem o cargo, com direito a voz, mas sem poderem votar.
so Nacional, Blas Llano, esclareceu que o ex-presidente Horacio Cartes tem privilégios na qualidade de senador vitalício e, portanto, só pode entrar em ação judicial quando essa imunidade for retirada no Senado.
O chefe do Legislativo citou o artigo 189 da Constituição Nacional, que institui o mandato do senador vitalício e afirma claramente que os ex-presidentes da República democraticamente eleitos serão senadores vitalícios da Nação, a menos que tenham sido submetidos a impeachment e julgados culpado. Eles não farão parte do quórum e terão voz, mas sem voto.


