-O patrimônio do governador Gladson Cameli (PP), aumentou R$ 2,9 milhões para R$ 6,9 milhões no período compreendido entre agosto de 2018 a abril de 2020.
-Gladson Cameli consta em comunicado oficial como envolvido na movimentação de R$ 437,1 milhões, entre janeiro de 2019 a abril de 2020, ou seja, em 16 meses como chefe do Executivo.
Estas são algumas das suspeitas que pesam sobre o governador, entre muitas outras que estão sendo esmiuçadas pela imprensa a partir dos relatórios da Polícia Federal, sob a determinação da ministra Nancy Andrighi do STJ. Leia Mais
De acordo com as investigações da PF, as atividades financeiras do governador do Acre envolvem mais de R$ 500 mil, em dinheiro em espécie, em contas de sua titularidade no período de agosto de 2018 a fevereiro de 2020 “sem ele revelar a origem do dinheiro”. Leia Mais
“Fazer depósitos em espécie sem a declaração da origem do dinheiro era prática comum do governador. No período de julho de 2020 a outubro deste ano, o MPF, também por meio de RIFs demandados junto ao Coaf, verificou outros depósitos que chegaram ao montante de R$ 443 mil em contas bancárias de titularidade de Cameli”. Leia Mais
Assim,” no período de agosto de 2018 a novembro de 2021, aponta a denúncia do MPF e da PF, o governador recebeu um montante R$ 956,2 mil em depósitos em espécie em duas contas bancárias de sua titularidade investigadas pelas autoridades policiais e ministeriais. Em resumo, quase um milhão de reais entrou nas contas do governador sem a devida explicação”.
Por mais que estes depósitos fossem feitos em dinheiro vivo na boca dos caixas das agências bancária (quando envolvia grandes volumes) ou em pequenos valores nos terminais eletrônicos, os bancos são obrigados a comunicar ao Coaf todas essas operações quando o cliente não apresenta a devida justificativa sobre a origem dos recursos.
Ao detectar tais movimentações atípicas, o Coaf já repassa seus RIFs à polícia, a quem cabe fazer o trabalho de investigação. Portanto as investigações contaram com as informações oficiais dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O que levou à conclusão do relatório da Polícia Federal que o ” governador do Acre, Gladson Cameli é o chefe de uma organização criminosa (Orcrim) que se instalou dentro do Palácio Rio Branco para desviar recursos públicos”.
Em Julho deste ano o deputado Leo de Brito (PT) alertou em pronunciamento na Câmara dos Deputados que o “governo Gladson Cameli é um antro de corrupção”. Em seu discurso, o deputado acreano pontuou alguns escândalos cujas investigações ainda foram concluídas, como a chamada Máfia dos Precatórios ( Veja Aqui ); superfaturamento da merenda escolar ( Veja Aqui ); aquisição de computadores superfaturados ( Veja Aqui ); compra de livros didáticos que são doados pelo MEC (Veja Aqui ); construção de paradas de ônibus em locais onde o transporte coletivo não circula (Veja Aqui ); superfaturamento de 50% em obra do hospital de campanha de Cruzeiro do Sul (Veja Aqui ), além de escândalos no Depasa, Deracre e Seinfra. Veja Aqui
O vice-governador Major Rocha (PSL), que tentou alertar o governador sobre o que acontecia na administração, acabou rompendo com Gladson Cameli por este não tomar providências e sofreu retaliações. No final do mês de junho deste ano, Rocha teve que fechar seu gabinete esvaziado pelas exonerações dos governador. Relembre Aqui
Assista a entrevista do vice-governador ao Cartas na Mesa, na qual ele traça o histórico da atual administração, clicando Aqui
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Foto- Correio Braziliense
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