Coaf aponta que mais de R$ 400 milhões entraram na conta do pai do governador nos 8 primeiros meses do governo Gladson Cameli

Coaf aponta que mais de R$ 400 milhões entraram na conta do pai do governador nos 8 primeiros meses do governo Gladson Cameli

Entre as movimentações consideradas atípicas nas contas bancárias dos familiares do governador Gladson Cameli (PP) e das empresas da família dele, destacam-se depósitos de mais de R$ 420 milhões na conta do pai do governador do Acre. Movimentação referente a apenas os 8 primeiros meses do governo Gladson Cameli.

 

A quantia despertou a atenção das autoridades, principalmente porque em janeiro de 2019 apenas R$ 107 mil entraram na conta do pai do governador e a partir de março do mesmo ano, quando Gladson estava no terceiro mês como governador, deu entrada quase meio milhão de reais na mesma conta. Em fevereiro de 2019, o valor presente nesta conta era de R$ 525 mil e passou para mais de R$ 50 milhões no mês seguinte, março de 2019.

 

“O pico de recursos creditados na conta se dá em abril: mais de R$ 100 milhões. Entre março, abril e maio, conforme relatório do Coaf, R$ 205 milhões foram parar na conta de Eládio Cameli. Este volume de dinheiro entrando em tão pouco tempo em sua conta, além da tentativa de Gladson Cameli de usar as empresas do pai para complementar o pagamento e ocultar a compra de um apartamento de alto padrão em São Paulo, colocaram patriarca da família entre os investigados pela Polícia Federal no inquérito da Operação Ptolomeu”.

 

Os dados foram levantados pela Polícia Federal durante a Operação Ptolomeu, determinada pelo STJ, que tem como alvo principal o governador Gladson Cameli, definido pela PF como o “chefe de organização criminosa”.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, os R$ 420 milhões movimentados na conta do pai do governador Gladson Cameli  chamou a atenção não apenas por ter ocorrido num curto espaço de tempo – e justo após o filho assumir a cadeira de governador do Acre – como também por ter se encerrado meses antes de Gladson iniciar as tratativas para a compra do apartamento de luxo na capital paulista, cujo valor supera os R$ 5 milhões.

“Após fracassar nas duas primeiras negociações, usou a Construtora Rio Negro (de propriedade do irmão Gledson Cameli) como pagadora e proprietária do apartamento.  A Construtora Etam Ltda – também de propriedade do pai e do irmão – foi usada como complementadora de pagamento para a compra milionária do apartamento.  Para a PF, ao recorrer a empresas nas negociações, o chefe do Palácio Rio Branco atuou para tentar ocultar o verdadeiro dono do apartamento. Além disso, a compra do imóvel serviria para a prática de um dos crimes pelos quais Gladson é investigado: lavagem de capitais”

Desde que Gladson Cameli assumiu o governo, o Acre se tornou o oásis para empresas manauaras ganharem dinheiro. Este paraíso ganhou até um nome: a República de Manaus. E é essa republiqueta que a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União investigam por suposta movimentação de ao menos R$ 800 milhões dos cofres da saúde e da educação. Conforme a PF, uma verdadeira organização criminosa foi montada dentro do Palácio Rio Branco para desviar recursos do cidadão acreano

Foto- Acre Agora

Leia matéria completa no Blog do Fábio Pontes

 

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