Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, a Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (23) mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos empresários que defenderam, em um grupo de WhatsApp, um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula (PT) vença a eleição
Os mandados estão sendo cumpridos em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
Afrânio Barreira Filho (do Grupo Coco Bambu)
Ivan Wrobel (da construtora W3 Engenharia)
José Isaac Peres (dono da gigante de shoppings Multiplan)
José Koury (dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro)
Luciano Hang (dono das lojas Havan)
Luiz André Tissot (do Grupo Sierra)
Marco Aurélio Raymundo (dono da marca de surfwear Mormaii)
Meyer Joseph Nigri (fundador da Tecnisa)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou a identificação dos 159 integrantes de um grupo de Telegram criado pelo extremista Ivan Rejane Fonte Boa Pinto. A corporação deverá analisar o teor de mensagens trocadas no grupo ‘Caçadores de ratos do STF’.
No despacho, Alexandre pontuou que a diligência requerida pela PGR é ‘essencial à confirmação da hipótese criminal’ levantada pela PF quando requereu a prisão temporária de Ivan Rejane. A prisão foi decretada após o investigado divulgar vídeos com ameaças ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela acabou convertida em preventiva – sem data para acabar.
“Os elementos de prova reunidos até o momento ‘demonstram uma possível organização criminosa que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o Supremo Tribunal Federal, utilizando-se de uma rede virtual de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilhar mensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o Estado de Direito no Brasil’, de modo que a identificação das pessoas que compartilhavam o mesmo grupo com o investigado, Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, além do teor das mensagens trocadas, é imprescindível para a completa elucidação dos fatos em apuração”, escreveu Alexandre de Moraes ao autorizar a diligência.
A medida foi requerida pela PGR no bojo da investigação que levou ao indiciamento de Ivan Pinto por associação criminosa. O delegado federal Fábio Alvarez Shor, responsável pelo caso, disse que o influenciador bolsonarista “agiu de forma consciente e voluntária para tentar abolir o estado democrático de direito”.
A descrição do grupo que será analisado pela PF diz: “Grupo de pessoas dispostas a colocar pressão 24 horas em cima dos ratos do STF. Vamos caçar estes vagabundos em qualquer ligar que eles andem neste País. Sem violência física, mas com muita pressão moral. O objetivo é que os os vagabundos entreguem a toga”.
Ao pedir a diligência, a Procuradoria argumentou que, sem a identificação de mais pessoas, não é possível “confirmar a existência de uma associação criminosa”. “Com a identificação apenas de Ivan Rejane como autor de fatos delitivos, não é possível, no atual momento, confirmar a existência de uma associação criminosa. Porém, com o aprofundamento das diligências investigativas, especialmente com a identificação dos 159 participantes do grupo de Telegram “Caçadores de ratos do STF” e respectiva análise de mensagens trocadas, tal hipótese criminal se afigura factível de ser revelada”, argumentou a Procuradoria.
Foto- Brasil 247
Fontes- Noticiasao minuto e Brasil 247
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