1- Dignidade itinerante
Com o projeto das 1001 Dignidades debaixo do braço por onde anda, Tião Bocalom (PP) espalha cópias. Ouso pensar que a visita ao gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em Brasília foi mais uma tentativa de apresentar o projeto. Como Alckmin não estava, deve ter mostrado aos assessores do também ministro da Indústria e Comércio. Pobre Boca. Está tão deslumbrado com a possibilidade de entrar para o Guiness Book que pode acabar levando uma rasteira. Alguém pode acabar executando o projeto antes dele e em vez do recorde, o prefeito de Rio Branco ficar secando 1001 lágrimas. Brincadeiras a parte, torço muito pelo sucesso do projeto. Não apenas pelo esforço do prefeito mas pela possibilidade de 1001 famílias terem casa. Mas Bocalom precisa se despir dessa mania de “adolescente com um projeto” e focar na execução.
2- Reedição
Parece que Tião Bocalom e Marfisa Galvão (PSD) estão reeditando a novela protagonizada por Edmundo Pinto e Romildo Magalhães. Cada vez que Edmundo viajava e Romildo assumia o governo, exonerava o secretariado de Edmundo que era reconduzido ao cargo assim que o titular retornava. Mas ao contrário do ocorrido no governo Edmundo Pinto, quando o exonera desexonera só provocava risos e piadas, Marfisa tem o apoio dos servidores que torcem para que ela cumpra sua promessa e acabe com a Trinca do Mal. Dizem que tem vela acesa para tudo quanto é santo nas encruzilhadas e a oração que mais se ouve é “Vai Marfisa”. Completa a faxina.
3-Nada a comemorar
O deputado Gérlen Diniz (PP) comemora com insistência nas redes sociais estar no topo como o melhor parlamentar do Acre de acordo com a avaliação do site Ranking dos Políticos. Ocorre que os critérios subjetivos do Ranking não julgam a qualidade legislativa mas o compromisso com as pautas do mercado. Quanto mais comprometido com a livre iniciativa, propriedade privada, regime de mercado e o alto empresariado, mais pontos. O site em questão tem lado político. Os donos do Ranking dos Políticos, Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, são empresários e comandam a Multilaser. No jogo de abertura da Copa no Brasil, quando Dilma foi vaiada, os 20 mil cartazes com os dizeres “Fora incomPTtentes” e “Fora corruPTos”, foram distribuídos pela Multilaser. O site que também é ligado ao MBL e ao Vem pra Rua tem como jurados, banqueiros e membros da Fiesp. É portanto, tão somente uma ferramenta eleitoral para dourar as candidaturas de quem defende seus interesses. Não há o que comemorar. O critério correto para medir a qualidade de um político é o seu comprometimento com a melhoria de vida do povo. Os muito ricos têm seus próprios advogados.
4- Más companhias
Na lista dos melhores políticos do Brasil de acordo com o Ranking dos Políticos, já estiveram o senador José Medeiros (Podemos), que teve o mandato cassado por fraude; Luis Carlos Heinze (PP), condenado por improbidade administrativa por desviar verba do orçamento e processado por afirmar que índios, gays e quilombolas “não prestam”; a deputada Shéridan Oliveira (PSDB), que teve os bens bloqueados pela justiça por ter usado um avião do governo de Roraima para transportar o Mc Sapão para animar a festa de aniversário dela; o senador Flexa Ribeiro (PSDB), que foi preso na Operação Pororoca e flagrado pagando o aluguel de sua construtora com verba indenizatória do senado, dentre outros. Portanto, repito, nada a comemorar.
5- Marcus de Sena
O prefeito Mazinho Serafim (União), é o Marcus Alexandre de Sena Madureira: todo mundo quer filiá-lo. Depois dos convites do MDB, PTB e PL, vem agora a senadora Soraya Thronicke com uma “proposta irrecusável” para que ele se filie ao Podemos. Soraya que trocou o União Brasil pelo Podemos, insiste em que o prefeito de Sena siga seus passos. Mazinho a exemplo de Marcus Alexandre ainda não decidiu. Segundo informações, caso o prefeito decida mudar de partido não deverá ser acompanhado da esposa. Meire Serafim deve permanecer no União Brasil.
6-Mensagem subliminar
Para quem não entendia a redução da Constituição Federal a “4 linhas”, surge uma explicação: a expressão cunhada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria uma sugestão subliminar para criar o quarto poder no Brasil. Este seria o Poder Moderador, a cargo dos militares. Dessa forma teríamos o Executivo (presidente da República), o Legislativo (Congresso), o Judiciário e o Moderador (militares). Para os adeptos dessa teoria, a massificação da expressão “4 linhas da Constituição” tinha como objetivo empoderar legalmente os militares num eventual segundo mandato. Se procede ou não passa de mais uma teoria da conspiração, só o tempo e os estudos dirão.
7- Revolta criativa
No Jordão, o descontentamento com a administração do prefeito Naldo Ribeiro (PDT), ganhou forma de música. E a música que está nas ruas da cidade diz: ” Nossa cidade já foi linda mas agora está tão feia, todo mundo só critica. Eita coisa danada. Muito lixo pelo chão, rua toda esburacada, os bueiros entupidos é uma vergonha danada. A buraqueira tá grande, um verdadeiro perigo e o prefeito em Brasília no muito se divertindo. Eita gente não dá mais pra suportar”. A parte possível foi transcrita. O resto deixo para os artistas de Jordão porque entra na vida privada do prefeito. E não me peçam para contar o resto. Nem pelo whatsapp. É pesado, Ó. Mas mostra a criatividade sem limites do povo de Jordão que transforma até a decepção com o prefeito em arte popular. Já, já, o prefeito aparece para dizer que a narrativa estava fora do contexto da flexibilidade da lagartixa. Mas tenho a gravação. Aguardemos.
8- Encontrou
O deputado Gustavo Gayer (PL) parece ter encontrado o chapéu da viagem. Além de ser representado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pela deputada Duda Salabert (PDT), teve a Polícia Federal e a PGR acionadas contra ele pelo Ministro dos Direitos Humanos e Cidadania Sílvio Almeida, sob acusação de racismo e misoginia. Em uma entrevista ao podcast Três Irmãos, Gayer disse que o QI (quociente de inteligência) dos africanos é inferior ao dos macacos. “Democracia não acontece na África, por quê: para você ter uma democracia, você precisa ter um mínimo de capacidade cognitiva de entender entre o bom, o ruim, o certo e errado”, afirmou Gayer que ofendeu a população do continente Africano e os mais de 50% da população brasileira que descendem de africanos. Uma pessoa dessas eleita para representar o povo diz mais sobre quem vota nesse tipo de gente do que sobre o próprio político.
Bom dia, deputado Tanízio Sá (MDB). Vossa Excelência parece estar em ótima forma física. Correr da Assembleia Legislativa ao Palácio Rio Branco de terno e gravata no calor amazônico não é para qualquer um. Haja motivação né?
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