1- Chicote
Gladson Cameli (PP), não está brincando. Ele está de fato empenhado em fazer de Alysson Bestene (PP), um político competitivo. E nessa, as reuniões se sucedem e as palavras não são poupadas. O tio de Alysson, José Bestene (PP), foi enquadrado na reunião desta terça-feira (30). Fonte do palácio garante que Zé Bestene foi colocado numa posição difícil. Com muitos cargos na prefeitura de Tião Bocalom (PP), o tio estaria se mantendo em cima do muro. Evitando se posicionar a favor do sobrinho. O que lhe foi cobrado na reunião: “se não vai apoiar o Alysson, o que está fazendo nesta reunião?”. Assim. Na lata. Apesar do desconforto José Bestene permaneceu na sala.
2-…estalando
O Secretário de Educação, Aberson Carvalho, vai integrar a coordenação de campanha de Alysson Bestene. Mas antes da decisão teve que ouvir verdades inconvenientes. Segundo a mesma fonte, o pessoal mais fiel ao governador listou os confiáveis, os muristas e os traíras. E para Aberson foi jogado na mesa que sabem de uma possível intenção dele se candidatar a prefeito ou a vereador com o apoio da deputada Socorro Néri (PP). E que no fundo, bem lá no fundinho mesmo, ele torce pela vitória de Marcus Alexandre (MDB). Parece que a reunião foi pau para lamber sabão e pau para entender que sabão não se lambe. O povo do governo está atento mas leitor tem dúvidas. Diz que Gladson tem um picolé de chuchu para chamar de seu. Pondero que Geraldo Alckmin (PSB), também era chamado de picolé de chuchu e mesmo assim foi duas vezes governador de São Paulo, vereador, deputado estadual, federal e é vice-presidente do Brasil. Eleição é uma caixa de surpresas. A pessoa dorme eleita e acorda derrotada. E vice-versa.
3-Projeto político
Do lado de Marcus Alexandre chega a informação que o projeto é que ele dispute o governo do Estado em 2026. Avaliam que esperar uma reeleição em 2028 e só então tentar um voo mais alto é dar espaço para os adversários. E tem muita gente chegando para apoiar o projeto. O ex-vereador Professor Roger por exemplo vai se licenciar do Cidadania para auxiliar na campanha de Marcus Alexandre. Em tempo, o Cidadania é do arco de alianças do PP e portanto apoia Alysson Bestene. E vai montar chapa de vereadores junto com o PSDB que pode perder Lana Vaz para o Podemos de Ney Amorim. Parece a Quadrilha de Carlos Drumond de Andrade: “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história”. Que nem nós que ainda nem entramos em fevereiro e já sentimos os efeitos da confusão política. O ano promete.
4- Fechado com Boca
O Secretário Municipal de Cuidados com a Cidade, Joabe Lira, vem sem sondado por vários partidos que o querem disputando uma vaga na Câmara de Vereadores. Joabe agradece e informa que vai para onde Bocalom for. Apesar das declarações anteriores que não tinha intenção de se candidatar, o fiel Secretário de Tião Bocalom deve sim ser mais um na disputa para vereador. A garantia é de pessoas próximas a ele.
5-Antecipação
O pedido de afastamento de Gladson Cameli, deve ser julgado pelo STJ no dia 22 de fevereiro. Como já disse anteriormente só acredito vendo. Mas tem muita gente do entorno de Gladson acreditando que ele será afastado por 120 dias. E que esse afastamento sofrerá uma prorrogação podendo ele voltar ao mandato lá por 2025. Se esta é a disposição dentro do governo imaginem a torcida da oposição. Em isso se concretizando, Mailza Assis (PP), terá tempo para mostrar se tem competência para gerir o Estado e ir para a reeleição. Empreendimento para o qual teria o apoio do pessoal do Gladson e dos opositores do senador Alan Rick (União). Nos bastidores é grande a movimentação para fechar o espaço do Alan. Mas se uns acham que o Alysson é um picolé de chuchu, para outros Mailza é a geleia de chuchu. Aguardemos.
6-Transparência embaçada
A ONG Transparência Internacional disse que no primeiro ano do terceiro mandato de Lula (PT), o Brasil caiu 10 pontos no ranking de percepção da corrupção. Segundo a Organização Não Governamental, em 2023, foi a primeira vez que o país registrou queda em 5 anos. A divulgação do relatório aconteceu no dia seguinte a investigação da Polícia Federal contra o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), por suspeita de dirigir uma equipe de espionagem contra adversários políticos. Olhos atentos observam que parece uma cortina de fumaça para tirar o foco da família Bolsonaro. Os ativistas da Transparência Internacional não viram o governo Jair Bolsonaro (PL), trocar refinaria por bijuterias. Os esquemas de macro corrupção no Ministério da Saúde. Os escândalos de desvio de dinheiro público que deveria ser aplicado na resposta à crise humanitária durante a pandemia de Covid-19. O governo Bolsonaro decretar sigilo de 100 anos até sobre reuniões no palácio impedindo o acesso à informação pública e à transparência. Os 51 imóveis pagos em dinheiro vivo. Uma loja de chocolates suspeita de ser usada para lavar dinheiro. Homenagens a milicianos. Entrega de prêmio para Adriano da Nóbrega dentro do presídio onde estava preso por assassinato. Os cheques de Fabrício Queiroz para Michelle Bolsonaro. O advogado de Bolsonaro Frederick Wassef, esconder Queiroz em sua casa. A morte de dezenas de milhares de brasileiros por usarem a cloroquina receitada pelo então presidente da República para combater a pandemia. A intensa ingerência de Bolsonaro sobre os órgãos de controle para blindagem própria e de familiares. As instituições democráticas serem atacadas. Dentre outras. A lista é grande demais para caber aqui. Só a referida ONG não viu.
7-Patrão cara-de-pau
O chefe da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, é um dos apoiadores de Sérgio Moro (União) e do deputado cassado Deltan Dallagnol. Junto com eles, planejou um esquema para a eleição de candidatos ligados aos dois em 2018. O plano previa também o fuzilamento moral de opositores elencados em uma lista negra a que deram o nome de “adeus, queridos”. Além disso, o projeto incluía fazer de Brandão o co-administrador de quase 6 bilhões de dois fundos relacionado ao acordo de leniência da holding da JBS. Acordo que só não se concretizou porque o ministro Alexandre de Moraes determinou que o dinheiro fosse revertido para a contenção incêndios na Amazônia e para educação em vários estados. A ONG é contra o financiamento público de campanhas no Brasil por entender que aumenta a possibilidade de corrupção. Em resumo: Brandão acha absurdo o contribuinte pagar pela viabilização do processo eleitoral que beneficiará a todos os candidatos indistintamente. Mas defendeu que ele próprio participasse da gestão de fundos, com capital semelhante ao do fundo eleitoral que ajudariam a eleger apenas candidatos da turma dele. O próprio Bruno Brandão foi flagrado pela Polícia Federal em conversas obtidas na Operação Spoofing negociando com Deltan Dallagnol para articular a eleição de candidatos lavajatistas para cargos públicos.
8-Fundadores
A Transparência Internacional é considerada uma empresa de lobby que atua em diversos países. Uma espécie de MBL internacional. Foi criada com fundos da Open Society do mega investidor George Soros, em conjunto com a Fundação Ford e de acordo com informações conta com o apoio do serviço de inteligência dos EUA. Recebeu dinheiro da Ford Foundation para trabalhos sobre corrupção e exploração de recursos naturais na América Latina e na África. A ONG atua sobre negócios de interesse dos empresários da Europa e EUA especialmente no Terceiro Mundo. Tem entre seus financiadores o Governo Britânico e as multinacionais do petróleo Exxon Mobil e a Shell, dentre outras. Estamos falando de milhões de euros. O que levou à alcunha de Tran$ferência Internacional. Sua atuação é proibida em alguns países. O jornal francês Le Monde disse que esta ONG deveria chamar seus relatórios de ‘Ranking sobre percepção de agentes econômicos”. Em tempo, a Transparência Internacional recebeu em 2014 um aporte miltimilionário da companhia alemã Siemens, que acabara de ser condenada a um multa histórica de 1,6 bilhão de dólares por corrupção em dezenas de países do Terceiro Mundo, inclusive o Brasil. Olhos atentos observam que o dito combate à corrupção é um negócio rentável. Em tempo, para os EUA só é considerado democrático o país que aceita ser explorado por eles.
9- Errei
Na coluna anterior errei ao dizer que a Polícia Federal havia encontrado um computador da Abin na casa de Carlos Bolsonaro (Republicanos). Peguei corda da imprensa nacional que ávida por dar furo noticiou isso como verdade. Desprezei a cautela e publiquei uma inverdade. Mea culpa feito.
Bom dia, candidato a prefeito Marcus Alexandre. “Bora, Rio Branco”, é? Excelente slogan. Pega bem. Parece que vossa campanha vai dar trabalho aos adversários né?
Esta é uma coluna de opinião e reflexão
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