Coluna da Angélica- O dia seguinte

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1-O povo quis assim

A vitória de Tião Bocalom (PL) sem dar chance de segundo turno para Marcus Alexandre (MDB) surpreendeu. Mas, o morador da cidade escolheu.  Embora vitória ou derrota em eleição não seja dos candidatos e sim da população. Eleitor que usa a urna eletrônica como jogo, fica com o azar. Exemplo disso é a população de Porto Alegre (RS) que teve suas casas invadidas pela enchente por negligência do prefeito Sebastião Melo (MDB) e maciçamente votou nele. Melo vai para o segundo turno com Maria do Rosário (PT), mas tem quase o dobro dos votos dela. Se a maioria gosta de viver como sapo os demais precisam aprender a conviver com o coaxado.  E segue o baile da democracia.

2-Vitória

É inegável que o PP sai da eleição municipal fortalecido. Elegeu 14 prefeitos, três  vice-prefeitos e 67 vereadores. O resultado favorável ocorreu até em municípios impensáveis como Cruzeiro do Sul e Jordão. Gladson Cameli sai fortalecido para o embate de 2026. Mas o grande vitorioso da coisa toda foi Márcio Bittar (União). A reeleição de Bocalom em primeiro turno cacifa Bittar que já pode encher os pulmões e mirar em 2026. Talvez até para o governo do Acre. O ministério da saúde política adverte: não adiantará reclamarem de fumaça. Bittar é negacionista climático. E quem alimenta a fogueira não tem o direito de reclamar.

3-Derrota política

MDB e PSD foram os partidos que amargam a maior derrota na eleição de 2024. O MDB que acumula derrotas sucessivas só conseguiu ganhar a prefeitura do menor colégio eleitoral do Acre, Santa Rosa do Purus e o PSD a de Rodrigues Alves. Os dois partidos se abraçaram na capital e afundaram juntos. O MDB de Flaviano Melo conseguiu eleger dois vereadores na capital. O PSD de Petecão não fez vereador em Rio Branco. Olhos atentos observam que é hora de repensar suas estratégias sob pena de serem alijados da política acreana.

4-Derrota pessoal

A maior derrota pessoal foi impingida à deputada federal Socorro Néri (PP). Despencou na Bolsa de Valores. Ela comprou briga com o partido por causa de Tião Bocalom e ele se reelegeu no primeiro turno. Comprou briga também com a prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem (PP) e ela elegeu seu candidato contra todas as expectativas que apontavam para Leila Galvão (MDB). Socorro ficou numa posição difícil dentro do Progressistas e a saída para o MDB já não parece alternativa saudável depois do resultado das eleições. Quem estava pronto para mudar de partido com Lady Néri, já desfez a mala. Esperto foi seu pupilo, Aberson Carvalho, Secretário de Educação que em tempo hábil estreitou laços com o governo e apoiou Bocalom. Outro que pulou do barco na hora errada foi Normando Sales. Afundou antes de chegar em Manacapuru. Vai precisar desenvolver a capacidade de bioluminescência para sobreviver.

5- Derrota pessoal II

Os Sales de Cruzeiro do Sul jogaram sua melhor carta mas não conseguiram ganhar o jogo. É certo que o adversário não venceu. Foi carregado por um apoio gigantesco. Mesmo assim, o grupo Sales vem acumulando derrotas sucessivas. Não elegeram Fagner. Jessica Sales perdeu sua cadeira na Câmara dos Deputados e agora a eleição municipal. Assim na vida como na política. Grandes políticos como Roberto Requião e Rogério Correia, também foram derrotados. Em Curitiba e Belo Horizonte respectivamente. Mas o Leão do Juruá precisa repensar suas estratégias sob pena de perder a juba.

6- Guerreiros

Os candidatos solo, Jenilson Leite (PSB) e Emerson Jarude (NOVO), foram guerreiros. Sem apoio, contra tudo e contra todos mantiveram-se firmes até o fim. São promessas políticas que deveriam ter a chance de realizar. Aguardemos.

7-Falhou

A “profecia” da prefeita de Tarauacá, Néia Sérgio (PDT), falhou de novo. Maria Lucinéia que diz falar com Jesus errou ao prever a reeleição marido Jesus (o Sérgio), para deputado federal. Errou de novo ao profetizar sua própria reeleição. Olhos atentos observam que Néia não deu certo nem como política nem como vidente. Mais pé no chão, o presidente do PDT, Luís Tchê, pavimentou o caminho para o filho Felipe. Sem velas e sem rezas. E teve sucesso. A prefeita vai ter tempo para se dedicar inteiramente às causas místicas a partir do próximo ano. A sugestão é que não registre suas profecias. Corre o risco de virar chacota.

Bom dia, André Kamai (PT), Eber Machado e Neném Almeida (MDB). Se o Boca já era “difícil” no primeiro mandato imaginem com o respaldo da reeleição em primeiro turno. A princípio vossas vitórias sinalizam para uma oposição qualificada e atuante a qual podem se somar os vereadores Elzinha Mendonça (PP) e Fábio Araújo (PDT). Boa sorte na empreitada.

Coluna de opinião e reflexão

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Imagem- Folha de Vitória

 

 

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