PGR denuncia deputados bolsonaristas que cobravam propinas por emendas parlamentares

PGR denuncia deputados bolsonaristas que cobravam propinas por emendas parlamentares

Políticos do PL formavam organização criminosa para “comercializar” recursos originários do Orçamento da União e que deveriam ir às suas próprias bases eleitorais

A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta quarta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal três deputados federais bolsonaristas do PL por vender emendas parlamentares. De acordo com a PGR, Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) comandariam uma organização criminosa que dava destino ilegal a recursos públicos originários do Orçamento União.

O esquema foi descoberto por uma investigação da Polícia Federal que teve acesso a mensagens escritas e de áudio dos parlamentares nas quais teria fica claro que os acusados “vendiam” as emendas que eles próprios conseguiam e que deveriam beneficiar suas bases eleitorais, o que caracteriza os crimes de corrupção passiva e formação de organização criminosa.

Ainda nesta quarta (5), o ministro Cristiano Zanin, do STF, que é o relator do caso no tribunal, acatou a denúncia e determinou que os réus sejam levados a julgamento pela Primeira Turma da Corte, sem fixar uma data.

Esquema

O relatório do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, apontou que o esquema funcionava da seguinte forma. Os deputados exigiam, por exemplo, que a Prefeitura de São José do Ribamar (MA), um dos mais populosos municípios maranhenses, o pagamento de R$ 1,66 milhão como propina para que liberassem uma emenda de R$ 6,67 milhões, previamente destinada a essa cidade para gastos com saúde. A manobra criminosa também era realizada com outros municípios. As informações são da Revista Fórum.

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