Foragido na Argentina Léo Índio reclama de demora para anistia. Saiba quem é o novo "hermano"

Foragido na Argentina Léo Índio reclama de demora para anistia. Saiba quem é o novo “hermano”

Léo Índio é réu pelos atos terroristas de 8 de janeiro, acusado de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e deterioração de patrimônio tombado.

Apesar de ser sobrinho da primeira mulher de Jair Bolsonaro, Rogéria Nantes, a mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, buscou exílio no país governado por Javier Milei, usando o nome Léo Bolsonaro, o mesmo sobrenome que usou para disputar uma vaga de deputado distrital pelo PL em 2022 (Léo Índio Bolsonaro), e também em 2024 quando candidatou-se a uma vaga de vereador em uma cidade do interior do Paraná- Léo Bolsonaro-PP. O sobrenome postiço não lhe traz muita sorte. Foi derrotado nas duas eleições e ainda não teve a situação de asilado político reconhecido na Argentina, onde está há quase um mês.

O primo dos filhos de Jair Bolsonaro nasceu em Niterói-RJ, mudou-se para Brasília com a eleição de Bolsonaro para presidente da República. Durante a transição, exerceu a função de coordenador da segurança direta do presidente eleito. Quando Jair Bolsonaro assumiu o mandato de presidente, Léo Índio tentou ser nomeado na Secretaria de Governo, com salário de R$ 13 mil. Sua atuação, segundo declarou em redes sociais, seria “caçar esquerdistas” no Palácio do Planalto. Foi vetado pelo general Santos Cruz.

Carluxo então, caiu em campo em busca de cargos para o primo que era chamado nos bastidores de “sombra de Carluxo”. Um dos cargos visado foi na chefia da Polícia Federal, segundo Thaís Oyama.

Mesmo sem cargo oficial, graças a proximidade com Carlos Bolsonaro, era frequentador assíduo do Palácio e participava de viagens presidenciais oficiais

Apesar de não se encontrar menção a uma possível graduação ou curso técnico, Léo Índio atuou como assessor no parlamento

Entre novembro de 2006 e janeiro de 2012, Léo foi funcionário no gabinete do primo Flávio Bolsonaro, então deputado estadual do Rio de Janeiro. E foi envolvido na investigação de prática de “rachadinha”, que revelou um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que repassavam parte do salário ao gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro (PL).

Entre 2019 e 2022, foi nomeado para cargos em comissão do Senado – primeiro no gabinete de Chico Rodrigues (então no DEM), com salário de R$ 23 mil. Cargo que deixou em 2020, após um escândalo de corrupção envolvendo o senador. O senador Chico Rodrigues  foi pego numa operação da Polícia Federal sobre desvios na saúde durante a pandemia de Covid-19. Léo Índio não ficou desassistido, ganhou em seguida,  um cargo com salário de R$ 17 mil  na primeira secretaria do Senado, por indicação do senador Sérgio Petecão (PSD-Acre).

Após a derrota de Jair Bolsonaro, passou a intensificar a atuação nas redes sociais com publicações falsas sobre o presidente Lula. No 8 de janeiro fez publicações com fotos dele mesmo que o incriminaram.

Imagem- DCM

 

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