Lindbergh pede cassação do passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro

Lindbergh pede cassação do passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro

O líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou nesta terça-feira (22) um pedido formal ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) para que seja cassado o passaporte diplomático do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A solicitação alega uso indevido do documento oficial para ações que, segundo o parlamentar, contrariam os interesses do Brasil.

De acordo com o ofício, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), utilizou o passaporte diplomático — emitido exclusivamente para autoridades brasileiras em missão oficial — para participar de encontros com lideranças estrangeiras com o objetivo de promover medidas punitivas contra o próprio país.

O documento destaca que “o parlamentar se encontrava licenciado do mandato de 20 de março a 20 de julho de 2025, sem designação oficial do MRE para missão internacional”, e que, ainda assim, manteve reuniões com integrantes do Partido Republicano dos Estados Unidos e aliados do presidente Donald Trump.

Lindbergh argumenta que, nessas articulações, Eduardo solicitou sanções diplomáticas, econômicas e pessoais contra o Brasil, em especial contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manobra, segundo o petista, teria como objetivo pressionar a Corte a encerrar o processo que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

O pedido ocorre no contexto da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, intensificada pela decisão do presidente americano Donald Trump, em julho, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Trump justificou a medida como resposta a “questões comerciais” e à “perseguição” sofrida por Bolsonaro, que atualmente figura como réu na Justiça brasileira.

Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”, na segunda-feira (21), Eduardo Bolsonaro confirmou que a possibilidade de retaliações tarifárias por parte dos EUA foi tema de reuniões que manteve com autoridades americanas, antes mesmo do anúncio oficial feito por Trump. Ele também reforçou seu empenho em ampliar o alcance dessas sanções, mirando diretamente integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A licença parlamentar de Eduardo, que mora nos Estados Unidos desde março deste ano, expirou oficialmente no último domingo (20). Apesar disso, o deputado declarou que não pretende renunciar ao mandato. As informações são do Brasil 247

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