Venezuela alerta que ações visam tomar o poder político à força e depor o presidente Nicolás Maduro
O governo da República Dominicana autorizou na quarta-feira (26/11) o uso de suas bases aéreas para que tropas americanas realizem atividades logísticas como parte da operação do Pentágono no Mar do Caribe (Lança do Sul).
A notícia foi anunciada pelo presidente dominicano Luis Abinader durante uma coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Guerra do governo Donald Trump, Pete Hegseth, com quem havia realizado uma reunião bilateral momentos antes no Palácio Nacional, em Santo Domingo.
O presidente dominicano explicou que esta medida tem um “objetivo claro”, que é “reforçar o anel de proteção aérea e marítima” mantido pelas forças armadas de ambos os países, como parte de “um reforço decisivo para impedir a entrada de narcóticos e atacar com mais força o crime organizado transnacional”.
Por sua vez, Hegseth afirmou que o acordo é “provisório” e respeitará as “leis” e a “soberania” da República Dominicana. “É uma grande parceria, uma iniciativa conjunta contra o narcotráfico e o narcoterrorismo”, disse o Secretário de Defesa, que descreveu o pacto como “um modelo para a região” que os EUA esperam “expandir com outros países que desejam se associar” a Washington na luta contra os “narcoterroristas”.
Os EUA estão pressionando seus parceiros
O secretário de Guerra dos EUA chegou à República Dominicana na quarta-feira (26), justamente quando o governo de Donald Trump aumenta as tensões e ameaças contra a Venezuela, como parte de sua política de “pressão máxima” e da contínua agressão contra o país sul-americano.
Segundo a imprensa dominicana, o chefe do Pentágono chegou ao Aeroporto Internacional Las Américas, na ilha caribenha, às 12h55, com o objetivo de fortalecer a cooperação bilateral com um de seus aliados mais estáveis na região, e neste caso como parte de sua política extraterritorial de combate ao “narcoterrorismo” no Mar do Caribe.
A presença do oficial de guerra no Caribe também contribui para o que a Venezuela descreveu como uma campanha de terror com a qual Washington tenta pressionar toda a região sob o pretexto de atacar supostas organizações de narcotráfico.
Caracas alerta que essas ações estão sendo realizadas pelo Pentágono para tentar tomar o poder político à força do presidente Nicolás Maduro e, assim, instalar um “governo fantoche” que lhe permita assumir o controle de todos os recursos naturais e energéticos da Venezuela.
A manobra geopolítica, na qual os EUA também buscam conter as fortes alianças e a cooperação de países como China e Rússia na região, ocorre após a visita do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, a Trinidad e Tobago, país vizinho da Venezuela, na terça-feira (25/11), para se encontrar com a primeira-ministra daquela nação caribenha, Kamla Persad-Bissessar, em meio a essa nova escalada de ameaças do governo Trump contra Caracas. Com informações da RT Espanhol
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