Empresa da família do governador é investigada por suposto favorecimento em operações de crédito consignado
A Zema Financeira, empresa da família do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tornou-se foco da CPMI do INSS após movimentar R$ 200 milhões em empréstimos consignados ao longo dos últimos cinco anos. As informações foram reveladas pelo Metrópoles, que obteve os dados via Lei de Acesso à Informação (LAI).
A comissão aprovou, na quinta-feira (4), a convocação do governador mineiro em votação simbólica. Zema tentava evitar a agenda alegando ter deixado a administração da empresa em 2018, antes de assumir o Executivo estadual.
A Zema Financeira firmou acordo com o INSS em 2020, ainda durante o governo Jair Bolsonaro (PL), para ofertar crédito consignado. Desde então, acumulou uma carteira de 69 mil contratos, com crescimento expressivo em 2023 — primeiro ano do governo Lula (PT) — quando os empréstimos saltaram de 11 mil para 68 mil, conforme números do INSS. Os repasses mensais à instituição chegaram a aproximadamente R$ 6 milhões.
O aumento da atuação da financeira acendeu o alerta da CPMI porque a empresa teria sido beneficiada por uma medida provisória que autorizou o uso do Auxílio Brasil como garantia na contratação de consignados. O pedido de convocação foi apresentado pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG). No requerimento, o parlamentar destacou: “É imprescindível a convocação do senhor Romeu Zema Neto para prestar esclarecimentos acerca da atuação da instituição na oferta de produtos financeiros a aposentados e pensionistas, incluindo o crédito consignado”.
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