Imigrantes venezuelanos que são contra regimes de esquerda são ameaçados por ultradireitista Kast

Deixaram a Venezuela por serem avessos a governos de esquerda e vão sentir o gosto da extrema-direita do Chile

O segundo turno da eleição presidencial no Chile, marcada para 14 de dezembro, tem na disputa Jeannette Jara do partido Comunista e José Antonio Kast do partido Republicano. Entre a esquerda de Jara e a extrema-direita de Kast, os venezuelanos que vivem no país fizeram campanha para Kast.

José Antonio Kast, perdeu a presidência para Boric e disputa a presidência pela terceira vez. O candidato é de origem alemã, a família dele imigrou para o Chile após a segunda guerra mundial. O pai de José Antonio,  era filiado ao Partido Nazista de Hitler. Ele é considerado o Bolsonaro chileno e tal como o brasileiro, é um saudosista da ditadura. Como todo o extremista de direita, Kast baseou sua campanha  no combate à criminalidade, à imigração irregular e redução do Estado.

Segundo o jornal El Nacional, o 1 milhão e 600 mil venezuelanos moram no Chile, correspondendo a 8% da população total do país.

Kast declarou: “Arrumem suas coisas ou serão expulsos”, referindo-se aos imigrantes ilegais, que segundo El Nacional, correspondem à maioria. O presidenciável anunciou que após sua posse, os imigrantes terão exatos 103 para “arrumar suas coisas ou serem expulsos do país”.

A posse no novo presidente será em março e Kast tem ampla vantagem sobre Jeannette Jara, com 21,9% a mais que ela, apesar do carisma de Jara e dos elogios sobre seu trabalho como ministra do Trabalho no governo Gabriel Boric. A situação que favorece Kast pode ser medida pela abstenção. Apoiadores de Jara esperam conseguir os votos dos eleitores de Parisi que ficou em terceiro lugar, com quase 20% da votação no primeiro turno, mas Parisi pediu ao seu eleitorado que anule o voto do segundo turno.

Para aumentar o temor dos imigrantes venezuelanos o Peru anunciou que vai intensificar a patrulha contra imigrantes, justamente na rota utilizada por venezuelanos.

O presidente de ultra-direita da Argentina, Javier Milei, foi o primeiro a cumprimentar Kast quando saiu o resultado do primeiro turno. Os dois se admiram mutuamente e têm em comum a admiração por Donald Trump e por Jair Bolsonaro com o qual já tiraram fotos.

 

 

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