A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central dos trabalhadores na Argentina, convocou para esta segunda-feira (16/02) uma reunião virtual para formalizar a convocação de uma greve geral de 48 horas, nos dias 18 e 19 de fevereiro, contra a reforma trabalhista do governo Javier Milei.
A decisão ocorre após a aprovação das mudanças no sistema laboral do país pelo Senado argentino na última quinta-feira (12/02). Duramente criticada pelos peronistas e partidos aliados, a reforma de Milei é considerada pelas centrais argentinas um “retrocesso histórico” nas leis e direitos coletivos e individuais dos trabalhadores.
A CGT decidiu acelerar as mobilizações diante da possibilidade de o texto ser levado à Câmara dos Deputados antes de 1º de março, quando as sessões serão abertas pelo presidente argentino na Casa legislativa. O Parlamento está funcionando em regime extraordinário devido à tramitação da reforma.
Em comunicado, a CGT classificou a proposta como um retrocesso e uma “brutal transferência de recursos dos trabalhadores para o capital”. Milhares de argentinos foram às ruas protestar e foram duramente reprimidos pelas forças policiais na quinta-feira (12/02). As informações são do Ópera Mundi
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