Isto é extrema-direita: candidato do Missão sugere abortar bebês com autismo

Isto é extrema-direita: candidato do Missão sugere abortar bebês com autismo

O Engenheiro Léo, futuro candidato a deputado em São Paulo pelo Partido Missão, diz textualmente que é melhor casais abortarem bebês com autismo. Segundo informações, ele também é favorável ao aborto de bebês com síndrome de Down.

O nome disso é eugenia.

Veja no vídeo abaixo

Eugenia

O eugenia defende a ideia de que a sociedade pode e deve intervir na reprodução humana para criar uma população mais “apta” ao trabalho.

Baseia-se na crença de que certos traços genéticos são superiores a outros e que, ao controlar a reprodução, é possível erradicar ou reduzir a incidência de características indesejáveis, como doenças hereditárias, deficiências mentais e físicas, ou até mesmo traços considerados socialmente indesejáveis, como pobreza ou comportamento criminal.

Exemplos: a eugenia teve aplicações no regime nazista, que promoveu genocídio em nome da pureza racial, e no Brasil, onde ganhou força nas primeiras décadas do século XX, com ideias de higienização racial. Em nível global, a eugenia influenciou políticas de esterilização forçada, principalmente nos Estados Unidos, Suécia e Japão.

As leis de eugenia, implementadas principalmente nos Estados Unidos e na Alemanha nazista, incluíam esterilização forçada e restrições ao casamento para indivíduos considerados geneticamente “inaptos”, visando controlar a reprodução humana.

Partido Missão

Em 04 de novembro de 2025, o TSE aprovou por unanimidade o registro e homologou o  estatuto do Partido Missão. O registro foi relatado pelo ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi tomada apesar de vários sites, entre eles o The Intercept, mostrarem que as assinaturas do Partido foram obtidas através de engano. Os coletores de assinaturas diziam às pessoas que a assinatura era para defender a Amazônia. Veja Aqui

Em dez anos de história, o MBL não se notabilizou por defender a Amazônia ou políticas a favor do meio ambiente. Pelo contrário, o grupo sempre se alinhou aos interesses do agronegócio.   Em 2019, idealizou uma caminhada de 700 km para defender a pavimentação de uma rodovia nociva ao meio ambiente. No mesmo ano, a proposta de licenciamento ambiental elaborada pelo deputado federal do MBL, Kim Kataguiri, do União Brasil, foi duramente criticada por entidades ambientalistas.

“Estou tentando criar um partido para defender a Amazônia no Congresso Nacional. Eu e minha agremiação estudantil estamos trabalhando nessa parte de criar um partido. A gente vai fiscalizar as queimadas, combater a grilagem, combater a caça ilegal, por exemplo. Vocês podem me ajudar com uma assinatura para defender a Amazônia?”, pergunta.

A jornalista Heloísa Vilela também publicou “O Movimento Brasil Livre  (MBL) quer criar um partido político, chamado Missão. Mas não quer que os eleitores saibam que o Missão e o MBL são a mesma coisa, dirigidos pelas mesmas pessoas e com a mesma ideologia. O ICL Notícias teve acesso exclusivo a conversas gravadas de líderes da organização a respeito da estratégia de coleta de assinaturas nas ruas do país para fundar o partido. E elas deixam claro: a ordem é enganar o público para pegar as assinaturas.

Mesmo com tudo isso, a criação do partido do MBL foi aprovada e o Missão passou a ser o 30ª com estatuto devidamente registrado no Tribunal. Partido adotará o número de legenda 14 e  poderá lançar candidatos às eleições, participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito a rádio e televisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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