Conservadores evangélicos oram por pedófilo, vai entender
Líderes evangélicos ligados ao movimento MAGA se reuniram nesta semana em propriedades de Donald Trump na Flórida para abençoar e dedicar uma gigantesca estátua dourada em homenagem ao presidente dos Estados Unidos. A cerimônia aconteceu no clube de golfe Trump National Doral Miami e também em Mar-a-Lago, residência e clube social de Trump em Palm Beach.
A escultura de 6,7 metros de altura, batizada de “Don Colossus”, retrata Trump com o punho erguido em sinal de força
O monumento, revestido em folhas de ouro, foi inaugurado na quarta-feira durante uma cerimônia liderada pelo pastor evangélico Mark Burns, um dos principais aliados religiosos de Trump. Burns afirmou aos presentes que a estátua “não é um bezerro de ouro”, mas “um símbolo de resiliência, liberdade, patriotismo, força e vontade de continuar lutando pelo futuro dos EUA”.
Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram pastores e líderes evangélicos rezando ao redor da estátua enquanto apoiadores aplaudiam. A obra foi instalada sobre um pedestal de mais de dois metros cercado por palmeiras no complexo de golfe de Trump no sul da Flórida. Segundo relatos, o próprio Trump participou do evento por telefone para agradecer aos convidados.
Na sexta-feira, uma nova cerimônia semelhante foi realizada em Mar-a-Lago.
A estátua teria sido financiada por investidores de criptomoedas ligados ao projeto de memecoin $PATRIOT e produzida pelo escultor Alan Cottrill. O custo estimado do projeto gira em torno de US$ 450 mil.
Veja o vídeo
O episódio reforça a crescente associação entre Trump e setores do evangelicalismo conservador dos EUA, uma das principais bases políticas do movimento MAGA. Pastores influentes e figuras do nacionalismo cristão vêm descrevendo Trump há anos como alguém “escolhido” ou “protegido por Deus”.
Nos últimos meses, Trump intensificou o uso de símbolos religiosos em sua comunicação política. A inauguração da estátua provocou reações imediatas nas redes sociais. Críticos acusaram o evento de misturar devoção política e simbolismo religioso de maneira perigosa, com alguns comentaristas cristãos alertando para sinais de idolatria.
Aliados de Trump, porém, defenderam o monumento como uma homenagem patriótica e uma celebração de sua sobrevivência política.
Durante a cerimônia, Burns rejeitou diretamente as acusações de culto à personalidade.
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