Traição cobra preço de Eduardo, mas fatura vai chegar a Flávio Bolsonaro

Traição cobra preço de Eduardo, mas fatura vai chegar a Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal deve condenar Eduardo Bolsonaro por ter incitado os EUA a lascar a taquara na economia e nas instituições brasileiras para impedir o golpista Jair Bolsonaro de ir para o xilindró. Confirmada a previsão, o ex-deputado federal pode arrastar o irmão Flávio para a lama da conspiração contra o Brasil, de carona em seu Dark Horse.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Eduardo induziu “a adoção de medidas retaliatórias pelo governo norte-americano contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, no intuito de compelir o STF a encerrar os processos sem condenações, especialmente de Jair Bolsonaro”.

E ameaçava “autoridades judiciárias e de outros poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis”, se o processo criminal não fosse encerrado ou uma anistia no Congresso não fosse aprovada.

Confirmado judicialmente que o que Eduardo Bolsonaro fez foi trair o próprio país de olho nos interesses da família, os holofotes vão se virar para seu irmão mais velho. Não apenas porque Flávio Bolsonaro apoiou o irmão, mas também porque pediu R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, atualmente o bandido-Master do país, sob a justificativa de bancar o filme Dark Horse sobre a vida de Jair. Levou R$ 61 milhões, que a Polícia Federal agora investiga se foram usados mesmo na obra ou desviados, mesmo que parcialmente, para bancar Eduardo Bolsonaro enquanto ele conspirava nos EUA.

O valor repassado é superior ao que custaram os dois filmes brasileiros de maior sucesso internacional nos últimos anos. “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com Fernanda Torres, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional, custou R$ 45 milhões. E “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura, que levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, teve orçamento de R$ 28 milhões.

De acordo com apuração do Intercept Brasil, ao menos parte do dinheiro foi transferida para os Estados Unidos usando a Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Hoje, o ex-deputado mora em uma casa milionária no Texas.

Caso parte do cascalho de Vorcaro, ou melhor dizendo, do dinheiro que ele surrupiou de garis, enfermeiras, professores e policiais através dos fundos de pensão de Estados como o Rio de Janeiro e o Amapá, que compraram terrenos na lua do Master, foi usado para benefício de Eduardo, Flávio Bolsonaro terá que ser denunciado no mesmo processo de coação.

Por Leonardo Sakamoto

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