Rombo recuou para US$ 2,3 bilhões no mês, impulsionado pelo aumento das exportações e por US$ 9,1 bilhões em investimentos estrangeiros diretos
O déficit nas contas externas do Brasil apresentou uma expressiva queda de 56% no mês de junho, totalizando US$ 2,3 bilhões. O resultado mostra uma recuperação significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as transações correntes do país haviam registrado um saldo negativo de US$ 5,2 bilhões, conforme dados do setor externo divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC).
Apesar da melhoria expressiva observada no resultado mensal, o acúmulo do rombo nas contas externas do país nos últimos 12 meses atingiu a marca de US$ 61,4 bilhões.
O desempenho positivo de junho foi impulsionado fundamentalmente pelo fortalecimento da balança comercial de bens. O superávit comercial brasileiro registrou um salto significativo, alcançando R$ 8,2 bilhões no mês — um avanço expressivo na comparação com os R$ 5,2 bilhões anotados em junho do ano passado.
Esse avanço na balança comercial ajudou a compensar o saldo negativo registrado em outras frentes do setor externo. A balança de serviços, por exemplo, viu seu déficit se ampliar de R$ 4,4 bilhões em junho de 2025 para R$ 5,1 bilhões no mesmo mês deste ano. Dentro desse segmento, o saldo referente a viagens para o exterior ficou negativo em US$ 1,4 bilhão, pressionado pela maior disposição dos brasileiros em gastar no exterior, o que representou um aumento de 21% em relação ao ano passado, segundo as estatísticas da autoridade monetária.
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