O governo federal lança nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, linha de crédito para facilitar a compra de motocicletas, ciclomotores, motonetas e bicicletas por entregadores de aplicativo e mototaxistas.
A operação ficará a cargo da Caixa Econômica Federal, com juros subsidiados pelo Fundo de Investimento em Infraestrutura Social e garantia do Fundo Garantidor de Operações. O governo prevê financiar 100 mil veículos de duas rodas dentro da iniciativa.
Podem participar profissionais de aplicativo com pelo menos seis meses de cadastro na plataforma e no mínimo 100 corridas ou entregas realizadas. O programa também inclui trabalhadores com carteira assinada, como ciclistas, motofretistas e mototaxistas, desde que tenham seis meses de contrato na mesma empresa.
Os veículos precisam ser zero quilômetro. No caso das motos, ciclomotores e motonetas a combustão, o programa aceita modelos flex de até 160 cilindradas, fabricados no Brasil; versões apenas a gasolina ou híbridas ficam fora da linha de crédito.
Juros, prazo e veículos aceitos no financiamento
O financiamento cobre 100% do valor do veículo, sem entrada. A taxa de juros será de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres, percentual inferior à metade da média de 26,6% ao ano registrada em abril de 2026 pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras.
Para pessoas físicas, o prazo será de 48 meses, com dois meses de carência. O programa não fixa teto de preço, mas os critérios de cilindrada, potência e fabricação nacional restringem a lista de modelos disponíveis.
Entre as motos flex elegíveis estão Honda Biz 125 EX, Honda CG 160 Cargo, Yamaha Factor, Honda CG 160 Titan, Yamaha Fazer FZ15, Honda NXR160 Bros e Yamaha Crosser 150. Os preços listados para esses modelos vão de R$ 16.840 a R$ 23.390.
O programa também inclui modelos elétricos produzidos no país ou com projeto de produção nacional em andamento. A lista reúne Shineray SE1, Shineray SE2, Watts W125, Shineray SHE-S e Yamaha Neos, com preços entre R$ 12.490 e R$ 25.990.
Para bicicletas elétricas, o limite de potência é de 1.000 watts. Já motocicletas, motonetas e ciclomotores elétricos podem ter até 7.500 watts para entrar na linha de crédito.
Empresas também poderão buscar financiamento para ampliar redes de recarga ou de troca de baterias de motocicletas elétricas. Nesses casos, a linha aceita itens de estrutura do local e baterias, enquanto o capital de giro associado fica limitado a 30% do investimento.
O cadastro deve ser feito pela conta gov.br, sem envio inicial de documentos, porque os dados do usuário, incluindo CNH, já constam na plataforma. A resposta sai em até cinco dias úteis, e trabalhadores aprovados devem procurar uma concessionária ou o banco onde têm conta para a análise de crédito e contratação.
Ter restrição no nome não impede o cadastro no Move Brasil, mas bancos e concessionárias poderão considerar pendências financeiras na análise. As instituições financeiras mantêm autonomia para recusar a venda ou o financiamento quando identificarem risco de crédito. As informações são do DCM
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