Caso INSS: apesar da posição estratégica no esquema, Mendonça manda tirar tornozeleira de ex-ministro

Caso INSS: apesar da posição estratégica no esquema, Mendonça manda tirar tornozeleira de ex-ministro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou na terça-feira (08) o uso de tornozeleira eletrônica por Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, ex-ministro do Trabalho no governo Jair Bolsonaro e ex-presidente do INSS. Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de participação no esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Mendonça aceitou uma recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o fim do monitoramento eletrônico porque o investigado não teria adotado comportamento prejudicial à apuração.

A decisão, porém, mantém outras medidas cautelares contra Ahmed, que antes se chamava José Carlos Oliveira. Ele não poderá deixar o país nem manter contato com outros investigados no caso.

O ex-ministro deverá entregar o passaporte em até 24 horas. Mendonça é o relator no STF das investigações sobre as fraudes envolvendo descontos associativos nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.

PF atribui papel estratégico a ex-presidente do INSS

Ahmed foi preso em novembro do ano passado durante uma operação da Polícia Federal. Os investigadores apontam que ele teve função “estratégica” para o “funcionamento e blindagem” do esquema sob apuração.

A investigação cita mensagens de WhatsApp nas quais o ex-ministro agradeceria pelo pagamento de “valores indevidos”. Os policiais também identificaram referências a ele pelos apelidos “Yasser” e “São Paulo”.

Uma planilha datada de fevereiro de 2023 registra um repasse de R$ 100 mil associado ao ex-presidente do INSS. O documento integra os elementos analisados na apuração sobre cobranças sem autorização em benefícios previdenciários.

Ahmed Mohamad Oliveira Andrade comandou o INSS antes de assumir o Ministério do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro. A retirada da tornozeleira não encerra as restrições impostas pelo STF nem a investigação conduzida pela Polícia Federal. Com informações do DCM

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