“Os especialistas convocados pelos jornalões e os operadores do Direito tentam nos hipnotizar com a conversa de que o novo embate é sobre imbróglios jurídicos”
Não é apenas inútil, é enganoso querer saber quem está certo ou errado a partir do que os juristas chamam de tecnicidades nos casos de André Mendonça e Alexandre de Moraes. É diversionista o debate hermenêutico sobre os desvios jurídicos por eles cometidos.
É quase uma aula de imitadores de Rolandos Leros o confronto de juristas em guerra para tentar convencer que essa é uma batalha do mundo do Direito. Não é. O Direito ofereceu as armas e a arena para o enfrentamento.
A essência da guerra Mendonça x Moraes é política, é da mesma esfera do embate entre Lula e Flávio, ou entre a democracia e os que tentam destruí-la. Mendonça e Moraes se enfrentam porque um dia o ministro que prendeu Bolsonaro e os generais iria encontrar alguém que o enfrentasse na arena em que atua.
Claro que importa saber se Moraes errou, mas o que importa, acima disso, é compreender que não é por isso que Mendonça o cercou. Onde estão os outros ministros que também ‘erraram’ nas relações com esse e com outros Vorcaros?
Por Moisés Mendes
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