Filha leva pai biológico de 94 anos para participar de ação da Defensoria e sai com nome dele na certidão
Rosilda Fidelis e de seu pai, Adolfo Lima, de 94 anos. De mãos dadas com ele, a dona de casa procurou inserir o nome do pai em sua certidão de nascimento e de casamento e saiu da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC) com a missão cumprida.
“Infelizmente, quando eu tinha 16 anos, fui registrada apenas com o nome da minha mãe. Hoje, cuido do meu pai, que está numa idade muito avançada. Então, é muito emocionante sair daqui sendo registrada legalmente como filha dele. Agora, sou Rosilda Fidelis Maia Lima”, contou emocionada.
Rosilda contou que sempre foi uma dificuldade resolver a situação, porque seu pai morava na Zona Rural. “A gente sempre teve uma relação normal de pai e filha. E hoje, como ele está com uma idade avançada, para cuidar dele preciso regularizar minha documentação. Além de ser uma grande conquista pra mim, ter o nome do meu pai no meu documento”.
Com muita paciência, seu Adolfo aguardou a confecção e impressão de duas certidões de sua filha: a de nascimento e também a de casamento, já retificadas. “É bom ter isso resolvido, estou feliz por mim e pela minha filha”, expressou com grande alegria.
O programa “Meu Pai Tem Nome” de iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) com atuação conjunta das Defensorias Públicas estaduais, tem como objetivo principal possibilitar o registro do pai ou da mãe na certidão de nascimento/casamento, sejam biológicos ou socioafetivos, promovendo o reconhecimento legal dessa relação.
No Acre, a campanha nacional está sendo realizada presencialmente na capital Rio Branco e no município de Cruzeiro do Sul, os demais municípios serão atendidos de forma virtual, conforme demanda.
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