Desde que se licenciou da Câmara dos Deputados em março deste ano, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem mantido seu gabinete em pleno funcionamento, especialmente no que diz respeito ao gasto de dinheiro público. O deputado se afastou do mandato e fugiu para os Estados Unidos.
Em abril, Eduardo Bolsonaro utilizou R$ 132,4 mil da verba de gabinete, quase o teto estipulado, superando o gasto de março, quando exerceu o mandato por apenas 18 dias, conforme informações do colunista Guilherme Amado.
Apesar de não ter recebido salário e cota parlamentar em abril, que cobrem despesas como viagens, aluguel de carro e manutenção de gabinete em outros estados, o parlamentar continuou a utilizar a verba disponível para suas atividades.
Fuga para os Estados Unidos
Considerado um dos mais agressivos de uma ação para manter o pai, Jair Bolsonaro (PL), no poder, apesar do resultado da eleição, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos em março, antes que o nome dele aparecesse nas investigações.
De lá iniciou uma campanha para que os EUA sancionassem o juiz do caso do Golpe de Estado, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após comemorar como fruto de seu trabalho, a declaração de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, que o governo estadunidense estuda aplicar punição contra o magistrado, Eduardo Bolsonaro foi denunciado à PGR, pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, por crime contra a soberania do Brasil e se tornou alvo de um inquérito no STF.
“A busca por sanções internacionais a membros do Poder Judiciário visa interferir sobre o andamento regular dos procedimentos de ordem criminal, inclusive ação penal em curso contra o sr. Jair Bolsonaro”, escreveu Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Cava a própria cova
Após a abertura do inquérito no STF, o extremista de Direita, Eduardo Bolsonaro disparou ataques para todos os lados. Ele ameaçou o deputado Lindbergh Farias, o Partido dos Trabalhadores (PT), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), e segundo o DCM, ameaçou também o governo Lula, o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet e policiais federais.
Com a possiblidade ter um pedido de prisão decretado, Eduardo Bolsonaro afirmou que pode abdicar de seu mandato parlamentar e ficar nos Estados Unidos. O Brasil pode pedir a extradição dele e a atuação de Eduardo pode agilizar o pedido de prisão de Jair Bolsonaro que declarou que mantém financeiramente o filho nos EUA onde Eduardo atua contra a soberania do Brasil.
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