Um laudo técnico do Ministério Público do Acre (MP-AC) revelou que as atividades de sepultamento no Cemitério São João Batista, em Brasiléia, estão em desacordo com a legislação ambiental, representando risco de contaminação do solo, dos lençóis freáticos e do ar. O estudo, elaborado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT), aponta como principal preocupação a emissão de necrochorume — líquido orgânico resultante da decomposição de corpos, que contém microrganismos patogênicos e substâncias tóxicas.
Diante do risco de surtos de doenças infecciosas e danos ambientais, o MP emitiu recomendação cobrando ações imediatas da Prefeitura de Brasiléia e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). O documento ressalta que o problema compromete a sustentabilidade e a segurança do local.
Em resposta, o Imac informou que ainda não foi notificado, mas que enviará uma equipe para avaliar a situação e verificar possíveis danos. A prefeitura municipal também afirmou não ter recebido a notificação, mas se comprometeu a atender às recomendações “dentro das limitações do município” assim que for comunicada oficialmente. As informações são de O Alto Acre
Riscos identificados
- Necrochorume: Líquido com vírus, bactérias e fungos patogênicos
- Substâncias tóxicas: Potencial de infiltrar no solo e atingir lençóis freáticos
- Surtos de doenças: Possibilidade de desencadear doenças infecciosas graves
Posicionamento dos órgãos
- MP-AC: Recomendação por comprometimento da sustentabilidade e segurança
- Imac: Ainda não notificado, mas enviará equipe para vistoria
- Prefeitura de Brasiléia: Alega não ter sido notificada, mas promete atender dentro de suas limitações
