Em pleno inverno, calor anômalo atinge o Brasil com temperaturas de quase 40°C

Em pleno inverno, calor anômalo atinge o Brasil com temperaturas de quase 40°C

O calor ganha força nos próximos dias e coloca grande parte do Brasil em alerta: além de temperaturas próximas de 40°C, a baixa umidade aumenta os riscos à saúde.

Enquanto temperaturas mínimas próximas de 0°C vêm predominando na Região Sul do Brasil esta semana, a metade norte do país entra em alerta para temperaturas máximas elevadas, que podem ser consideradas extremas para esta época do ano.

Até sábado (11), as temperaturas próximas de 40°C avançam do Norte e Nordeste em direção ao Centro-Oeste e ao Sudeste, onde os termômetros podem atingir entre 33°C a 35°C. Confira os detalhes.

Como são as temperaturas normalmente?

Embora no imaginário popular seja ‘normal fazer calor’ no Norte e Nordeste, medidas estatísticas alertam que as temperaturas previstas estão muito acima do normal para a época, mesmo considerando o fato de que as temperaturas são naturalmente mais altas nessas áreas.

A normal climatológica (1991-2020) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para temperatura máxima mostra que os valores médios ficam entre 33°C e 35°C na maior parte da metade norte, com pequenas áreas entre o ParáTocantins, Mato Grosso e Piauí apresentando médias entre 35°C e 37°C.

Já no sul do Centro-Oeste e no Sudeste, as temperaturas máximas para julho variam em torno de 23°C a 33°C. Desta forma, as temperaturas previstas para o decorrer desta semana são anômalas, mesmo considerando as particularidades de cada região.

Alerta de temperaturas extremas

O índice de previsão extrema (EFI) para temperatura máxima do modelo ECMWF compara a previsão com a climatologia do próprio modelo. Valores entre 0,5 e 0,8 indicam que um evento incomum é provável, enquanto valores entre 0,8 e +1 indicam alta probabilidade de ocorrência de temperaturas extremas. Nos mapas abaixo, essa intensidade é representada pela escala de cores que varia do amarelo ao vermelho.

limiar estatístico considerado neste produto corresponde ao quantil 99 da climatologia do modelo, ou seja, ao valor acima do qual se encontram apenas 1% das temperaturas máximas mais elevadas registradas para aquele local e período do ano. Assim, áreas destacadas indicam potencial para temperaturas excepcionalmente altas em relação ao que é normalmente esperado para a época.

Os mapas mostram que, a partir de quinta-feira (9), a área de alerta para temperaturas extremas se concentra entre o Brasil Central e o Nordeste. Até o fim da semana, essa área se expande progressivamente em direção ao sul, alcançando o Sudeste no sábado (11), quando a região também passa a apresentar elevado potencial para ocorrência de calor extremo.

Máximas próximas de 40°C

Os maiores valores de temperatura máxima previstos para o decorrer da semana se aproximam de 40°C. O modelo ECMWF prevê máximas que podem se aproximar ou ultrapassar 37°C entre o Piauí, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso entre quinta-feira (9) e sábado (11).

No Sudeste, as temperaturas podem ultrapassar 30°C a partir de sexta-feira (10), especialmente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte de Minas Gerais. No sábado (11) as temperaturas continuam subindo e podem se aproximar de 35°C nestas áreas, enquanto na capital paulista os termômetros se aproximam de 30°C.

O modelo GFS, por sua vez, prevê um cenário ainda mais extremo, com valores entre 38°C e 39°C se espalhando sobre uma ampla área que abrange estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

diferença entre as temperaturas previstas se deve, principalmente, à resolução espacial e à forma como cada modelo representa a atmosfera. O ECMWF, por exemplo, possui maior resolução e consegue “enxergar” mais detalhes do relevo e da superfície. Além disso, cada modelo possui suas próprias parametrizações e equações para simular os processos atmosféricos. Assim, embora todos sejam baseados nas mesmas leis da física, é esperado que apresentem diferenças nos campos previstos.

Alerta de baixa umidade relativa

Além do calor extremo, a massa de ar quente também favorece uma redução acentuada da umidade relativa do ar. Em diversas áreas, os valores já ficam abaixo de 30% durante as tardes e devem cair ainda mais ao longo da semana, atingindo índices inferiores a 20% em alguns locais.

Ao mesmo tempo, a área sob baixa umidade também se expande, acompanhando o avanço da massa de ar quente e abrangendo uma extensa faixa entre o Brasil Central, o Nordeste e grande parte do Sudeste até o fim de semana.

A combinação de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar representa um risco à saúde, especialmente para criançasidosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

Recomenda-se aumentar o consumo de águaevitar atividades físicas e exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia e umidificar os ambientes sempre que possível. As informações são do Meteored

 

 

 

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