Tristeza: pesquisa expõe números da epidemia silenciosa que sufoca jovens

Tristeza: pesquisa expõe números da epidemia silenciosa que sufoca jovens

IBGE revela que parcela expressiva de adolescentes se sente cronicamente triste, em quadro associado a redes sociais, celulares, algoritmos e falta de apoio

O sinal que anuncia o recreio traz o barulho típico da juventude: risos, correria e conversas altas. Mas um olhar mais atento pelos corredores ou sobre os olhos fixos na tela do celular pode observar suspiros profundos e sinais de expressão que parecem carregar o peso do mundo. “A gente recebe tanta informação, tanta coisa, que esquece da própria identidade. Ficamos presos, é como uma droga.” O desabafo, de um dos estudantes ouvidos nesta reportagem do Estado de Minas, é o espelho real do que a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traduz em dados preocupantes.

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