Em análise na TV 247, o jornalista e colunista denuncia o uso político de investigações no STF, a retenção indevida de processos sem prerrogativa de foro e o retorno do método de vazamentos seletivos para desgastar o governo
A atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na condução de investigações que envolvem menções a familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de duras críticas do jornalista Mario Vitor Santos. Durante comentário na TV247, o analista caracterizou a postura do magistrado como uma reedição explícita dos métodos da finada Operação Lava Jato, apontando manobras processuais e vazamentos seletivos com claro intuito de desestabilização política.
Segundo Mario Vitor, o comportamento do ministro configura uma articulação que busca instrumentalizar o Judiciário para intervir no debate público e afetar o ambiente político do país.
A questão do foro e a trava recursal
Um dos pontos centrais abordados pelo jornalista diz respeito à competência jurisdicional do caso mantido sob a relatoria de Mendonça na Corte Suprema. Conforme destacou Mario Vitor, a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) já emitiu manifestação oficial atestando a inexistência de elementos que justifiquem a manutenção do processo no STF, uma vez que os investigados não possuem prerrogativa de foro.
“A Procuradoria-Geral da República já manifestou que não encontrou qualquer participação que justifique a manutenção do caso no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que o caso tem que ser remetido para um juiz de primeira instância. No entanto, o ministro André Mendonça mantém a questão sobre seu domínio para continuar manipulando essa investigação”, afirmou Mario Vitor.
O colunista alertou ainda para a estratégia processual adotada: ao não proferir uma decisão formal sobre o declínio de competência, o ministro impede que as partes apresentem recursos regimentais para levar a discussão à Turma ou ao Plenário do STF, mantendo o inquérito sob sua tutela monocrática.
Vazamentos seletivos e assimetria de apurações
A análise também traçou um paralelo direto com os anos de auge do lavajatismo em Curitiba, destacando a criação de uma “corrente de transmissão” entre setores investigativos, o gabinete do ministro e veículos da mídia tradicional.
Para Mario Vitor, enquanto suspeitas frágeis contra o campo governista são alimentadas cotidianamente por meio de vazamentos à imprensa, outras linhas de investigação de grande relevância — envolvendo articulações financeiras e conexões políticas da extrema-direita e de aliados da oposição — permanecem sem o mesmo empenho investigativo ou cobertura midiática.
Objetivo político e impacto institucional
Ao sintetizar o quadro, o analista enfatizou que a engrenagem operada no STF tem como finalidade direta a criação de narrativas de desgaste contra o Palácio do Planalto e a liderança do presidente Lula:
- “É escandalosa a participação lavajatista e golpista do ministro André Mendonça nesse caso (…). É uma reedição da Lava Jato com vazamentos e uma corrente de transmissão entre setores da Polícia Federal, o STF e os meios de comunicação”, frisou.
Este vídeo é relevante pois traz o comentário completo de Mario Vitor Santos detalhando a crítica à atuação jurídica e política de André Mendonça no STF.
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