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Economista da instituição financeira Credit Suisse prevê crescimento de 20% para a Venezuela em 2022

Venezuela: o país que não semeou o petróleo - Latinoamérica 21

A economia venezuelana crescerá 20% neste ano, afirma o  economista da instituição financeira Credit Suisse, Alberto Rojas, em matéria publicada no portal Bloomberg. Leia Mais

O país que há 5 anos enfrenta um bloqueio econômico liderado pelos Estados Unidos, cresceu 4% em 2021. Por conta da guerra econômica, a economia do país despencou 24% em 2019, o que associada à hiperinflação provocou a saída de pessoas em busca de melhores oportunidades, principalmente no Brasil,  Colômbia e Bolívia onde mesmo com diplomas de nível superior tiveram que se submeter a trabalhos braçais. Nas ruas de Rio Branco são encontradas famílias venezuelanas pedindo esmola e em Santa Cruz de La Sierra, mulheres venezuelanas se prostituem nas ruas.

Entretanto, com a retomada do crescimento em 2021 e as projeções para 2022, economistas já falam em um “milagre econômico” na Venezuela.

Dados oficiais do país, dão conta de um crescimento nas exportações de petróleo no ano passado, em torno de 4, 9%. O presidente Nicolás Maduro pediu que os bancos públicos e privados tenham como objetivo impulsionar o empreendedorismo através da expansão do crédito e estabeleceu uma meta de produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia, o dobro do planejado pela estatal PDVSA para o final de 2021. Leia Mais

“O aumento na produção de petróleo “desencadeia uma recuperação impressionante do PIB do país”, que sofreu um declínio dramático em meio às sanções dos EUA”, disse Rojas que explica com base nos dados que o crescimento da Venezuela deve estar entre os mais fortes do mundo nos próximos anos.

O analista acrescentou que a arrecadação de impostos em dólares pode ter um crescimento de mais de 40% neste ano, enquanto as importações podem crescer mais de 15%, e o país  deve registrar um superávit em conta corrente de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 18,7 bilhões).

A economia da Venezuela está sob forte pressão desde 2019 após a reeleição de Maduro.Apesar de Nicolás Maduro ter obtido 67,7% dos votos, os EUA e seus aliados reconheceram o líder da oposição, Juan Guaidó, como o presidente legítimo do país,  alegando fraude eleitoral.

Com essa justificativa os EUA aplicaram sanções proibindo transações com cidadãos e empresas norte-americanos e ordenaram o congelamento de todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos. O Reino Unido juntou-se ao boicote e confiscou mais de 1 bilhão de dólares das reservas de ouro da Venezuela mantidas no Banco da Inglaterra e não devolveu nem quando o governo venezuelano acionou a ONU para utilizar essas reservas no combate à pandemia de Covid-19.

As penalidades colocaram o país latino em quinto lugar nas classificações globais das nações mais sancionadas.

No início de março de 2022, com a guerra da Ucrânia ameaçando a importação de petróleo pelos EUA, o presidente Joe Biden en viou uma missão diplomática à Venezuela para conversar com o presidente Maduro que pediu a remoção das sanções econômicas. Leia Mais

“Passamos de um estágio de forte resistência para um estágio de recuperação. Devemos avançar para um estágio de crescimento florescente e sustentável”, disse Maduro.

Foto-Latinoamerica 21

Fonte- Bloomberg

 

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