Servidores afirmam ser perseguidos porque não compactuam com irregularidades e pedem ao Ministério Público que faça um levantamento da idoneidade moral dos perseguidos.
De acordo com os funcionários, os que se recusam a compactuar com irregularidades são perseguidos, transferidos ou colocados “na geladeira”.
Nesta semana eles pretendem ir ao Ministério Público pedir para que seus depoimentos sejam tomados para facilitar as investigações.
Dentre as irregularidades listadas para serem entregues ao MPE, estão:
-colocação de caçambas do diretor presidente na obra do estacionamento da Cidade da Justiça, para venda de barro;
-utilização de materiais impróprios para pavimentação;
-pagamento de equipamentos locados que não trabalharam;
-execução de obras de restauração da AC-040 que liga Rio Branco à Plácido de Castro, por meio de contratos de locação de equipamentos (foram pagos insumos e outros serviços com locação de equipamentos);
-adesão a caronas de ata de registro de preços para execução de serviços topográficos, apesar do Deracre ter condições de montar tantas equipes quantas forem necessárias com menos burocracia;
-o fato do Diretor Presidente do Deracre ter dado proposta de preços pela empresa dele, mesmo sendo diretor do Deracre e ter contratado uma empresa por valores superfaturados em aproximadamente 200 a 300% em relação ao mercado local;
– o da Antunes Engenharia, de propriedade do diretor ser a única empresa local a participar, sendo todas as outras de fora do estado, apesar de haver várias empresas que prestam serviços topográficos no Acre;
-pagamento de medição para Funtac, para elaboração de projetos dos ramais conveniados com o MAPA, no valor aproximado de 94 milhões, sendo que o contrato com a Funtac é de 5 milhões, e os projetos foram elaborados pelo diretor-presidente do Deracre informalmente. O engenheiro “responsável” pelos projetos que na época foi colocado somente para assinar tais projetos, cancelou sua anotação de responsabilidade técnica junto ao CREA-AC, pois os projetos haviam sido reprovados pelo TCU. O próprio diretor-presidente taxou os projetos utilizados nas licitações de inservíveis e colocou a estrutura do Deracre para refazê-los, pois não há como tocar as obras por falta de dados. Por falta destes pagamentos à Funtac, o diretor trocou o engenheiro fiscal do contrato com a Funtac (funcionário efetivo) e colocou um engenheiro comissionado para fiscalizar o contrato, possível ajudante na elaboração dos projetos.
Apesar da negativa em ter elaborado os projetos, nem Deracre nem Funtac apresentam os projetos ou os projetistas;
– Má execução na restauração das pistas de pouso dos aeródromos de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter no total de R$ 3 milhões que ficou sob a responsabilidade da empresa A. M. Automação, de Manaus. Em vez de apurar os fatos e exigir da empresa o serviço contratado, instaurou uma sindicância com o objetivo de punir uma funcionária que foi expulsa do órgão. Veja Aqui
Assédio Moral
Os funcionários acrescentam ainda que o Diretor de Obras Ronan Fonseca humilha os funcionários: “diz que funcionários públicos só atrapalham, que tentam fazer de tudo para atrapalhar”. Eles citam como exemplo a resposta dada a um tecnólogo em estradas e topografia quando este deu uma ideia. O diretor de obras, teria respondido : “viu como peão também pensa!”.
“Hoje no Deracre, tem engenheiro sanitarista fiscalizando obras de engenharia civil”, afirmam.
Fatos recentes e mais antigos
Indícios de irregularidades no Deracre não constituem novidades. Em 12 de abril quando publicamos uma matéria a respeito disso, O MPE e o TCE já tinham conhecimento desses fatos. As denúncias iam da contratação da empresa particular do diretor-presidente para trabalhos no Deracre a nepotismo e assédio moral, passando pelo inchaço da folha de pagamento de terceirizados para possibilitar a contratação de pessoas ligadas a empresa do atual Diretor Presidente. O aumento de gastos que pulou da dotação inicial de R$ 2 milhões e 105 mil destinado a serviços de terceiros, para R$ 24 milhões e 585 mil chamou a atenção do Tribunal de Contas do Estado. Veja Aqui
Dois dias depois, o diretor-presidente do Deracre enviou uma nota negando as acusações e informando que a babá do filho não trabalha mais para a familia Antunes e que o fato de ter prestado serviços na casa dele não a impede de trabalhar em uma empresa terceirizada que presta serviços ao Deracre, órgão chefiado pelo ex-patrão. Leia Aqui
Neste final de semana, o G1 trouxe o caso à público, partindo da publicação da portaria do MPE, instaurando um procedimento para apurar o caso, no Diário Oficial do órgão. Ao G1, Petrônio Antunes atribuiu as denúncias a politicagem, mas confirmou ter sido notificado pelo Ministério Público. Leia Aqui
O diretor do Deracre disse ainda que quando assumiu, há 10 meses, o órgão não estava executando obras, apenas manutenções. E que, desde então, estão sendo executados mais de R$ 160 milhões em obras. Leia sobre obras do Deracre Aqui
O jornalista Léo Rosas, descobriu recentemente que a empresa de Petrônio Antunes é responsável pela construção da mansão do governador Gladson Cameli. Veja Aqui
O Deracre vem protagonizando uma série de manchetes negativas desde o início da gestão. Leia Mais
E é um dos campeões de reclamações na Assembleia Legislativa do estado. Veja aqui
Foto- Agência de Notícias
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
