Ouro retirado ilegalmente de terra indígena Kayapó alimentou a produção de empresa italiana que fatura R$ 18 bi

Ouro retirado ilegalmente de terra indígena Kayapó alimentou a produção de empresa italiana que fatura R$ 18 bi

Operação da Polícia Federal deflagra organização criminosa que atua no garimpo ilegal no sul do Pará. No exterior, metal é comprado pela Chimet, 44ª maior empresa italiana em faturamento

O ouro extraído ilegalmente nos garimpos da Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará, alimentou a produção do grupo  Chimet SPA Recuperadora e Beneficiadora de Metais, sigla em italiano para Química Metalúrgica Toscana, uma gigante do setor que ocupa a posição número 44 entre as empresas que mais faturam na Itália.

O grupo italiano é especializado em refinar o minério para a confecção de joias, como alianças de casamento, e para a formação de barras de ouro que são guardadas em cofres de bancos suíços, ingleses ou americanos.

O metal foi comprado de áreas proibidas da Amazônia e“legalizado” por meio de fraude antes de ir para o exterior. Em 2020, a Chimet teve a maior receita  da sua história: mais de 3 bilhões de euros (cerca de R$ 18 bilhões), um aumento de 76% em relação ao ano anterior. Leia Aqui

Leia mais sobre o garimpo em terras indígenas Aqui

E sobre o manifesto contra garimpos em terras indígenas lançado pelo cacique Kayapó, Raoni, que já foi indicado ao prêmio Nobel da Paz, Aqui

Foto- Portal Roma News

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