Com as palmas das mãos pintadas de vermelho simbolizando a luta das mulheres e o lema “Mexeu com Uma, Mexeu com Todas”, policiais penais femininas ocuparam a galeria durante a sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (21)
Antes da sessão, as policiais penais femininas acompanhadas do Presidente da Associação dos Servidores Penitenciários (ASSPEN), Carlos Leopoldo e da banca jurídica da Associação, protocolaram uma denúncia de assédio moral contra o presidente do Iapen, Alexandre Nascimento. A denúncia foi protocolada na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa e é assinada por 8 policiais penais femininas.
Na semana passada a Associação publicou uma nota de repúdio contra Nascimento. Para entender o caso clique Aqui. E Aqui.
O governo do Estado afirmou através de nota que “confia na conduta ilibada de Alexandre Nascimento até que se demonstre algo concreto em relação às alegações“. Veja a nota.
O deputado Arlenilson Cunha (PL), presidente da Comissão de Segurança apresentou um requerimento convidando o presidente do Iapen a apresentar suas explicações nas Comissão, mas foi atropelado pelo requerimento da deputada Michelle Melo (PDT), que apresentou outro requerimento convocando Alexandre Nascimento a se explicar para os 24 deputados estaduais no centro do plenário da casa. Apesar do requerimento estar carimbado com pedido de urgência não entrou na pauta de votação da sessão desta terça-feira. De acordo com a Mesa Diretora, a convocação será votada na sessão de amanhã, quarta-feira.
O assunto foi considerado gravíssimo e dominou as discussões na sessão de hoje.
Veja o que disseram:
Deputada Michelle Melo (PDT)
“Sempre que se traz denúncia de assedio o governo se dispõe a proteger a estrutura masculina do governo. Não é a primeira vez que se denuncia, que se pede respeito às mulheres mas o governo disse que confia na conduta ilibada. Governador, comece a respeitar as mulheres. Chame estas mulheres para ouvir as dores delas antes de se posicionar. O Executivo não foi imparcial, se posicionou sem ouvir as mulheres. Quando o secretário municipal de Saúde, Frank Lima, foi denunciado por assédio sexual, Bocalom também disse que confiava no Frank e as denunciantes foram afastadas. Depois de condenado pelo MP, Frank continua como assessor politico do Bocalom. Gladson, não adianta criar Secretaria da Mulher e não ouvir as mulheres. Se o governo tivesse bom senso afastaria (Alexandre Nascimento) das funções para as investigações acontecerem de forma justa”.
Deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB)
“A primeira providência que o governo toma é a defesa do agressor. Para ter isenção, é preciso dizer antes: nós vamos apurar. A essas trabalhadoras é preciso dar o crédito. Isso não é isenção. Isso já parte de uma tomada de posição, machista”.
Deputado Arlenilson Cunha (PL)
“Vejo esta situação com sentimento de preocupação. A denúncia foi protocolada pelo jurídico da Associação de Policiais Penais. Vamos acompanhar este caso… investido do poder estatal intimidou funcionárias. 8 policiais femininas assinaram a denúncia que foi protocolada na Comissão de Segurança Pública. As policiais precisam de resposta com celeridade e firmeza. Gladson não compactua com essas atitudes. Deve ser garantida e assegurada a defesa a Alexandre Nascimento mas a denúncia é grave e envolve uma guarnição inteira. Deve ser rigorosamente apurada. Não vamos tolerar nenhum tipo de abuso dessa natureza. Estive dois anos à frente daquela pasta nunca vi nada parecido com isso.
Deputado Afonso Fernandes (PL)
“A prática abusiva contra mulheres fere a dignidade humana dessas mulheres e a gente precisa ficar do lado delas”.
Deputado Adailton Cruz (PSB)
“Abomino qualquer postura gestora que seja opressiva, desrespeitosa e que vá de encontro à idoneidade e ao perfil de qualquer ente público, principalmente mulheres. Acredito que o governador não compactua com isso. Assim que for comprovado, o responsável tem que ser afastado e exemplarmente punido”.
Deputado Eduardo Ribeiro (PSD)
“Não é possível que isso aconteça. Deve ser apurado. Como vice-líder do governo defendo apuração rigorosa”.
Deputado Manoel Moraes (PP), líder do governo
“Não concordamos com nenhum tipo de assédio e vamos procurar investigar e punir e ser justo. Punir seja quem for. O governo jamais vai apoiar esse tipo de ação”.
Imagem- Noticias da Hora
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