Os homens que trabalham para o PCC no mercado financeiro não têm cara nem nome
A Operação Carbono Oculto completa um ano agora, dia 28, sem que tenha um rosto e um nome que a identifique. Falta um rosto com a tatuagem do PCC na testa, para que não restem dúvidas de que o mercado financeiro da Faria Lima é cúmplice não só dos garimpeiros que destroem terras indígenas, mas também do crime urbano organizado.
Um rosto que, de tanto ser observado, se transforme no que a Faria Lima representa como sabotagem ao país, e não só ao governo Lula. Mas, nesse caso, esse rosto criminoso não existe. Não existe um nome. Em um ano, não há uma figura que nos contemple com a demanda de que todo o escândalo precisa de um bandido que o identifique.
Não existem rostos e nomes porque a grande imprensa escondeu os desdobramentos das investigações. O ministro Fernando Haddad repete que aquela foi a maior operação contra o crime organizado na área financeira. E por isso mesmo, por ser a maior e a mais efetiva, não rende manchetes.
Os jornalões estão ocupados com outras investigações bem carimbadas. Inventaram o apelido Lulinha para o filho de Lula. O assessor de Lula que recebeu empréstimo de uma lobista é Marcola. E a cobertura fala em tráfico de influência e cita Marcola como se citasse o grande chefe do crime organizado. Temos a exposição de Lulinha, e ainda há um Marcola, que seria um traficante de influências.
Por Moisés Mendes
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
